segunda-feira, 8 de abril de 2013

Curso de Formação de Agentes Multiplicadores em Prevenção à Dependência Química



Atenção segue abaixo orientações sobre o Curso de Formação de Agentes Multiplicadores em Prevenção à Dependência Química. 

 Vale a pela lembrar que a prevenção começa desde cedo, sendo assim professores articuladores e agentes auxiliares de creche podem e devem fazer o curso.

A ficha de inscrição deve ser enviada por e-mail para a GED ou AAI 
aos cuidados de Josélia ou Linda Luíza e deverão ser efetuadas até o dia 09/04/2013.


A Coordenadoria de Educação está oferecendo curso para suporte ao desenvolvimento do Programa de Prevenção à Dependência Química.

1. Serão abordados os seguintes temas:

- Drogas psicotrópicas - álcool, tabaco, maconha, cocaína, crack etc;
- Autoestima;
- O papel da família na prevenção;
- Ecologia humana;
- Prevenção através dos temas transversais, entre outros.

2. Os encontros acontecerão em locais definidos pelas Coordenadorias Regionais de Educação, de acordo com o cronograma abaixo.

4. Público-alvo: Diretores de Escola, Diretores-Adjuntos, Coordenadores Pedagógicos, Professores de Sala de Leitura, Professores Regentes I e II (que atendam tanto ao 1º quanto ao 2º segmento, incluindo o PEJA), Agentes Educadores, Profissionais do NIAP, Professores regentes de turmas de Projetos, Professores Itinerantes, Professores atuantes no/pelo Instituto Helena Antipoff.




CRONOGRAMA - ABRIL A AGOSTO / 2013
  


1ª AULA
2ª AULA
3ª AULA

4ª AULA

5ª AULA


LOCAL




TURMA

1ª , 2ª , 7ª  e 11ª CREs

DIA/HORÁRIO

DIA/HORÁRIO

DIA/HORÁRIO

DIA/HORÁRIO

DIA/HORÁRIO

10/04/13
2.ª feira
8h às 12h
Roberto Coelho Psicológo

Tema:
Autoestima,
Resiliência e fatores de risco na Prevenção

15/05/13
4.ª feira
8h às 12h
Marcelo Riff
Psicológo

Tema:
Modelos de Prevenção  –  Ação das drogas no Sistema Nervoso Central


19/06/13
4.ª feira
8h às 12h
Roberto Coelho Psicológo

Tema:
O papel da família na Prevenção à Dependência Química


08/07/13
2.ª  feira
8h às 12h
Marcelo Riff
Psicológo

Tema:
Classificação das drogas psicotrópi-cas  –  conceito básico

07/08/2013
4.ª feira
8 h às 12 h
Glória Macedo
Professora

Tema:
A Prevenção à Dependência Química através do Currículo




GEC Orsina da Fonseca

Rua São Francisco Xavier, 95 - Tijuca
Tel. (21) 2569-0266








TURMA

8ª ,  e 10ª
CREs

1ª AULA
2ª AULA
3ª AULA

4ª AULA
5ª AULA


LOCAL

DIA/HORÁRIO

DIA/HORÁRIO

DIA/HORÁRIO

DIA/HORÁRIO

DIA/HORÁRIO
11/04/13
5ª feira
13h às 17h
Roberto Coelho Psicológo

Tema:
Autoestima,
Resiliência e fatores de risco na Prevenção
16/05/13
5ª feira
13h às 17h
Marcelo Riff
Psicológo

Tema:
Modelos de Prevenção  –  Ação das drogas no Sistema Nervoso Central
20/06/13
5ª feira
13h às 17h
Roberto Coelho
Psicológo

Tema:
O papel da família na Prevenção à Dependência Química

09/07/13
3ª feira
13h às 17h
Marcelo Riff
Psicológo

Tema:
Classificação das drogas psicotrópi-cas  –  conceito básico
14/08/2013
4ª feira
13h às 17h
Glória Macedo
Professora

Tema:
A Prevenção à Dependência Química através do Currículo


Igreja N. Srª do Desterro

Rua Amaral Costa, 141 - Campo Grande
Tel. (21)2415-5756








TURMA

3ª , 4ª, 5ª  e 6ª
CREs

1ª AULA
2ª AULA
3ª AULA

4ª AULA
5ª AULA


LOCAL

DIA/HORÁRIO

DIA/HORÁRIO

DIA/HORÁRIO

DIA/HORÁRIO

DIA/HORÁRIO
15/04/13
6ª feira
13h às 17h
Roberto Coelho Psicológo

Tema:
Autoestima,
Resiliência e fatores de risco na Prevenção
17/05/13
6ª feira
13h às 17h
Marcelo Riff
Psicológo

Tema:
Modelos de Prevenção  –  Ação das drogas no Sistema Nervoso Central
21/06/13
6ª feira
13h às 17h
Roberto Coelho
Psicológo

Tema:
O papel da família na Prevenção à Dependência Química

10/07/13
4ª feira
13h às 17h
Marcelo Riff
Psicológo

Tema:
Classificação das drogas psicotrópi-cas  –  conceito básico
21/08/2013
4ª feira
13h às 17h
Glória Macedo
Professora

Tema:
A Prevenção à Dependência Química através do Currículo


Auditório da 3ª CRE

Rua Vinte e Quatro de Maio, 913 - Fundos Engenho Novo



Ficha de inscrição no link a seguir:






domingo, 7 de abril de 2013

Pai assiste a aulas e ajuda filho com paralisia a se formar jornalista

JAIRO MARQUES
DE SÃO PAULO

Todos os dias, durante os últimos quatro anos, o ex-bancário Manuel Condez, 60, dedicou a mesma rotina ao filho Marco Aurélio, 26, que convive com sequelas severas de paralisia cerebral: deu banho, penteou os cabelos, carregou-o no colo até o carro e o levou para a faculdade de jornalismo a 17 km de casa.

O pai assistiu a todas as aulas, anotou as lições dadas pelos professores, auxiliou o filho na feitura das provas escrevendo no papel aquilo que ele lhe soprava, ajudou intermediando pensamentos, foi o motorista do grupo de trabalho e o assessorou em entrevistas e em reportagens.

Na semana passada, Marco recebeu o diploma da Universidade São Judas, em São Paulo, e Manuel viveu uma das noites mais emocionantes de sua vida, sendo o grande homenageado. Foi ovacionado pelos formandos e recebeu da direção da faculdade uma placa de honra ao mérito.

"Não fiz nada demais. Qualquer pai que tem amor ao filho também se dedicaria. Era um desejo dele fazer faculdade, e eu só ajudei a realizar", diz Manuel, com os olhos marejados.
Marco tem braços, mãos e pernas atrofiados, fala com dificuldade, já foi submetido a 11 cirurgias reparadoras, usa cadeira de rodas e programa especial de computador para ter mais autonomia. Precisa de cuidados específicos para tocar o dia a dia.

"O único ponto meu que ainda não foi operado é o cérebro", brinca o jovem, que lida com naturalidade com o estereotipo de que paralisados cerebrais, necessariamente, têm comprometimentos intelectuais.

Marcelo Justo/Folhapress
Manuel Francisco Contez, 60, ajudou o filho Marco Aurlio Contez, 26, durante todo o curso de jornalismo
Manuel Francisco Contez, 60, ajudou o filho Marco Aurlio Contez, 26, durante todo o curso de jornalismo

DESTAQUE DA TURMA
O rapaz não só tem pleno domínio do intelecto como, na avaliação de colegas de turma e de professores, foi um dos melhores alunos.

"Com o apoio do seu Manuel, o Marcão fez tudo: vídeo para TV, programa de rádio, debate. Ele se destacou muito. Tinha ideias contundentes e sempre se saia bem nas provas", conta Raquel Brandão Inácio, amiga do jovem e parte de seu grupo de trabalho de conclusão de curso, sobre novas famílias.

Professor e agora colega de profissão do rapaz, Celso de Freitas diz que pai e filho "quebram um cenário comum de pessoas com deficiência, que é ficar dentro de casa e não enfrentar a vida."

Para o mestre, "Marco tem inteligência acima da média, e Manuel foi tratado como um aluno, não como um acompanhante. Nas aulas de rádio, propus a eles fazerem apenas trabalhos escritos, mas, a sua maneira, entregavam gravações de áudio."

EXTENSÃO DO CORPO
O protagonismo que o pai teve e tem em sua vida é claro para o jornalista.

"Ele é uma extensão do meu corpo. Quando não posso fazer algo, ele está sempre ali para me ajudar, nunca para me atrapalhar", afirma Marcos.

Agora, o jovem, que gosta de rádio e de esportes, está atrás de uma vaga no mercado de trabalho.

"Quero usar o conhecimento que adquiri, quero ajudar os outros com meu trabalho. Não fiz faculdade para ficar no Facebook."

Pai e filho já começaram uma nova empreitada: estão fazendo aulas de inglês. Juntos, evidentemente.

"Nossa família está unida para tentar ajudar o Marcos a quebrar outras barreiras", declara Manuel.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Brinquedos sustentáveis para ensinar educação ambiental



Duas amigas – uma brasileira e uma chilena – começaram a perceber a infinidade de brinquedos que poderiam criar usando o lixo que encontravam em São Paulo. A inquietação deu vida ao TooDo Eco, uma startup que desenvolve uma metodologia de educação ambiental na qual as crianças montam brinquedos feitos com materiais reaproveitáveis para estimular aspectos como hábitos sustentáveis, curiosidade, trabalho em equipe, aprendizagem na prática. Tudo de forma multidisciplinar, passando por conteúdos que vão desde a origem dos materiais, noções básicas sobre movimento até geometria. Depois de realizar algumas oficinas em colégios do Chile e São Paulo, agora as amigas querem expandir a iniciativa. Para isso, desenvolveram o projeto piloto Mãos Criativas, Cabeça Inteligente, que pretende adotar a metodologia com alunos do 4o, 5o e 6o ano do ensino fundamental de três escolas públicas da capital. A iniciativa, inclusive, está inscrita na plataforma de financiamento coletivo Catarse.
“Estamos levando a metodologia para escolas democráticas, já que nelas as crianças têm autonomia e compartilham processos de aprendizado por meio de projetos baseados em forma multidisciplinar”, afirma a chilena Daniela del Campo Munnich, cofundadora da TooDo Eco, que é também uma das oito selecionadas dentre mais de 70 inscritos para fazer um pitch e apresentar seus negócios durante a sessão Debate entre Empreendedores, Investidores e Especialistas no Transformar 2013 (veja a lista das vencedoras). O evento, realizado pelo Inspirare e Porvir, em parceria com a Fundação Lemann, acontece no dia 4 de abril em São Paulo, e pretende oferecer novas referências e apoiar a sociedade brasileira a continuar avançando no esforço de trazer a educação do país para o século 21.
crédito Diana Helena Lavander


Para saber mais clique aqui


Fonte: Porvir

Libras na Rede Municipal de Ensino


Linguagem de sinais ajuda no aprendizado de alunos com deficiência auditiva em 21 escolas do município


02/04/2013 » Autor: Fabio Fernandes / Fotos: Ricardo Cassiano

Para garantir um atendimento educacional especializado para os alunos com deficiência auditiva, a Prefeitura do Rio criou, em 2012, o projeto Escolas-Piloto de Educação Bilíngue. Desenvolvido pelo Instituto Municipal Helena Antipoff (IHA), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Educação, o programa funciona em 21 escolas da rede municipal. Atualmente, fazem parte do projeto 767 alunos que apresentam algum nível de surdez, 35 deles totalmente surdos.

As escolas bilíngues contam com professores com deficiência auditiva e intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para atuar em salas de aula com alunos surdos. Mais do que facilitar a comunicação, a Libras é o instrumento de identidade das pessoas com deficiência auditiva, oficializada em 2002 como a língua mãe de cerca de 5,7 milhões de brasileiros que, segundo o censo de 2000, apresentam algum nível de surdez. Em 2013, quando o programa completa um ano, mais duas escolas da rede devem se tornar bilíngues, com o uso da Libras.

Há um ano estudando numa classe regular na Escola Municipal Benjamin Franklin, em Campo Grande, Jorge Ramos Dias, 14 anos, é um dos alunos atendido pelo programa. Segundo ele, a presença da intérprete em sala de aula tem sido fundamental para acelerar o aprendizado:

- Agora está sendo mais fácil, estou compreendendo melhor os textos e lendo com mais facilidade. Até mesmo em relação às ordens da professora, que antes eu não entendia. Antes eu só copiava, agora eu entendo.

De acordo com a diretora do Instituto Municipal Helena Antipoff, Kátia Nunes, a Escola Bilíngue vem ao encontro da política de educação para surdos vigente na rede municipal de ensino, que tem o objetivo de favorecer a aprendizagem dos alunos com surdez, garantindo o acesso de todos ao currículo regular.

- O projeto proporciona um ganho na aquisição do conhecimento por parte dos alunos surdos. O contato com os intérpretes e instrutores tem oferecido um aprofundamento no desempenho linguístico. O retorno das escolas que fazem parte do programa demonstra que os alunos com deficiência auditiva têm apresentado ganhos em relação à aprendizagem e à autoestima – explica a diretora, acrescentando que o contato com profissionais surdos amplia os horizontes dos alunos e de seus familiares.

A abordagem educacional das unidades é realizada por meio do bilinguismo, visando capacitar a pessoa com surdez para a utilização de duas línguas no cotidiano escolar e na vida social: a língua de sinais e a língua da comunidade ouvinte. Para Sonia Cristina Rocha, professora do instituto, o projeto tem a função de ressaltar a importância da presença da linguagem de sinais nas escolas da rede:

- O uso da Libras é importante não apenas como uma forma de facilitar a comunicação do aluno surdo com os outros, mas como um instrumento de afirmação da identidade desse estudante.

O trabalho dos 127 intérpretes e 120 instrutores de Libras da rede municipal de ensino acontece em dois momentos distintos: com o instrutor, que auxilia o aluno na sala de recurso, onde se reforça o conteúdo dado em classe, a partir do uso de métodos mais visuais que possibilitam uma melhoria no processo de aprendizagem; e com o intérprete, elo de comunicação entre o estudante com deficiência auditiva, o professor e o restante da turma em sala de aula.

Alguns estudos têm demonstrado que esta abordagem corresponde melhor às necessidades do aluno com surdez, por respeitar a língua natural e construir um ambiente próprio para a aprendizagem escolar.

Para a professora e intérprete Eli Ocemar, que tem uma irmã deficiente auditiva, a valorização da língua de sinais como instrumento de sociabilização é extremamente importante:

- Antigamente só a oralidade era trabalhada, isso gerava um quadro de sofrimento para o surdo e para sua família. O surdo ia para escola, mas só copiava, não aprendia. Hoje, com a presença do intérprete na sala de aula, tudo muda para esse aluno.


Fonte: Portal da Prefeitura do Rio de Janeiro

A Inclusão Invertida da Escola Especial Municipal Mª Montessori


Na Semana Municipal De Conscientização Sobre O Autismo o Portal Rioeduca fez uma homenagem a todas as CREs destacando os projetos que vem sendo desenvolvidos no Ensino Especial da nossa rede e a 9ª CRE destacou o lindo projeto que a E. E. M. Maria Montessori vem desenvolvendo com a E. M. Halfeld.

Segue na integra a matéria publicada hoje no Portal Rioeduca pela Representante do Rioeduca pela 9ª CRE. 


A Escola Especial Municipal Maria Montessori, uma das Unidades Escolares da 9ª CRE, vem desenvolvendo parcerias com Unidades do entorno a fim de criar uma Inclusão Invertida que nos possibilita compreender, na sua essência, o significado das palavras DEDICAÇÃO, SUPERAÇÃO, GENEROSIDADE e AMOR.


Conhecemos a E. E. M. Mª Montessori através de uma matéria anteriormente aqui publicada, “Uma História de Vida”, que contava a história de uma mãe dedicada (Cíntia) e sua filha especial (Arielle), aluna desta unidade. Por ocasião da visita, fiquei sabendo de várias atividades que a escola desenvolve, principalmente com a E. M. Halfeld, que vamos destacar.




O que mais chamou a atenção foi a parceria que a unidade vem desenvolvendo com escolas próximos com o objetivo de estreitar relações e proporcionar a oportunidade da integração, facilitando, dessa forma, o processo de inclusão que vem sendo realizado por elas.

Vamos ler, a seguir, o relato das equipes das duas escolas e conhecer melhor este projeto:

Inclusão Invertida

Somos uma escola especial, localizada no centro do bairro de Campo Grande. Ao longo dos anos, a comunidade passou a visualizar a clientela deste espaço exclusivamente como de deficientes, excluindo a possibilidade de turmas regulares na escola. Desta forma, gerou um movimento de segregação devido a características tão particulares.

Identificamos, assim, a necessidade de movimentar a escola de forma diferente, com a proposta de turmas regulares de Educação Infantil incluídas. Foi quando solicitamos a permissão para realizar parcerias com as escolas próximas.

No ano de 2011, estabelecemos uma relação mais estreita em que os alunos puderam realizar atividades integradas com os alunos das turmas regulares. Neste período, tivemos momentos muito ricos com a realização de Jogos Cooperativos entre os nossos alunos e os alunos do CIEP Nelson Mandela. Oficinas de rádio, artes, contação de histórias, educação física e cozinha experimental com pequenos grupos de colegas da E. M. Halfeld.

Foram momentos inesquecíveis! Porém, a equipe considerou interessante que estabelecêssemos relações mais estreitas com uma escola de cada vez, ou seja, uma vez estabelecido o vínculo com um grupo, buscássemos outros de modo a ampliar/estreitar laços.



Em 2012, reeditamos a proposta de integração, desta vez somente com a E. M. Halfeld. Nosso projeto foi a realização dos Jogos Cooperativos e a festividade de Natal, facilitando o processo de inclusão de nossos alunos em classe comum nesta Unidade Escolar.




Iniciamos o ano de 2013 acompanhando os alunos incluídos na E. M. Halfeld e para ela propomos: Centros de Estudos entre os profissionais das duas U.E.s em conjunto; continuidade da realização dos Jogos Cooperativos com a introdução da modalidade de Bocha; participação em aulas de dança de alguns alunos em nosso grupo de dança.

Destacamos que neste ano contamos com uma turma de EJA diurno regular, buscando mais uma vez outra modalidade de troca entre os sujeitos. Reiteramos o desejo de nos unirmos a outras unidades escolares do entorno, além dos espaços culturais na busca da “inclusão invertida”.

Equipe da E. E. M. Mª Montessori

Especial? Quem não é?

Difícil saber onde exatamente tudo começou. Nossos amigos foram chegando timidamente... Hora em uma turma, hora em outra... Aos poucos, aqueles sorrisos, às vezes disformes, aquelas corridas desengonçadas, aquelas palavras de difícil compreensão foram se misturando a todos os outros sorrisos, corridas e palavras que julgávamos normais.

No começo foi inevitável não sentir medo. Como lidar com tantas diferenças, como sanar suas dificuldades, como corresponder a tantas expectativas? Perguntas, perguntas, perguntas...

Nossa escola foi entendendo que nem os maiores pesquisadores, os mais dedicados cientistas, o mais velho dos sábios tem todas as respostas e, então, simplesmente os enxergamos com os olhos da alma e, através deles, somos iguais em nossas diferenças.

Foi aí que os muros de nossa escola se estenderam e alcançaram uma outra escola em que os papéis se inverteram e nós é que fugíamos da normalidade.

Só nesse momento algumas palavras puderam ser compreendidas por nossas crianças e professores em sua essência... DEDICAÇÃO, SUPERAÇÃO, GENEROSIDADE, AMOR...

O impacto dos primeiros momentos foi dando espaço à ternura por aquelas crianças, e à admiração por aqueles profissionais. Impossível não se envergonhar por nossas lamentações diárias diante de tanta felicidade frente aos quase imperceptíveis avanços.

Viver um minuto de cada vez, acreditar no impossível, comemorar a VIDA!

Como eles têm nos ensinado... Ainda há um longo caminho a percorrer na direção da tão sonhada inclusão social nesse mundo repleto de tecnologia, onde as imagens saltam aos olhos em 3D nos cinemas e computadores, onde a comunicação se dá através de um toque na tela de um celular e onde máquinas podem respirar por nós e nos manter vivos.

Nossas crianças têm tido uma oportunidade única de se constituírem não só como cidadãos críticos e autônomos, o que seria a primórdia função de uma escola oportunizar, mas também como seres humanos, solidários e tolerantes, abertos às limitações de seus semelhantes e conscientes de suas próprias.

Nessa história não existem professores e alunos, sábios ou aprendizes. Somos pequenos fragmentos do imenso amor de Deus que nos pintou de cores diversas pra nos fazer pensar.

Sendo assim, pensemos... MONTESSORI OU HALFELD? Vocês poderiam precisar qual delas é a escola especial?

Pois é... NÓS NÃO!

Equipe da E. M. Halfeld








Profª Márcia Cristina Alves Representante da 9ª CRE:
E-mail: marciacerqueira@rioeduca.net





segunda-feira, 1 de abril de 2013

Pais e mães de volta aos bancos escolares


Projeto "Sou Pai, sou Aluno" estimula pais de estudantes da rede municipal a voltarem às salas de aula

26/03/2013 » Autor: Fernanda Good / Fotos: Ricardo Cassiano

Lucimar Machado de Oliveira começou a estudar aos 14 anos. Aos 15, já havia abandonado a escola para trabalhar como empregada doméstica. Hoje, aos 37, orgulha-se de estar prester a completar o Ensino Fundamental. Mais que um exemplo de que nunca é tarde para aprender, Luciana é uma amostra dos bons resultados alcançados pelo programa "Sou Pai, Sou Aluno", da Secretaria Municipal de Educação, que tem como objetivo incentivar o acesso à educação de pais e mães de estudantes da rede.

- Só tive oportunidade de estudar quando criança aos 14 anos e mesmo assim por um ano. Minha mãe nunca se preocupou com a educação dos filhos, apenas de ter o que nos dar de comer. Aos 15 anos, parei os estudos para trabalhar em casa de família. Apesar disso, sempre me interessei em aprender. Até troquei serviços domésticos para aprender as letras com uma vizinha. Agora, com 37 anos, posso dizer que tenho orgulho de mim, pois vou completar o Ensino Fundamental - comemora Lucimar, que através do projeto ingressou no Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA), que atualmente conta com 29.802 alunos. Agora, ela se orgulha de poder ajudar com o dever de casa das filhas Rebeca e Raquel, 14 anos, também estudantes da rede municipal de ensino:

- Elas me cobravam muito. Sempre foram muito disciplinadas com os estudos. Encontrava muita dificuldade em ajudá-las com as tarefas escolares, hoje já tenho mais facilidade.

Além de conquistar a admiração dos filhos, Lucimar - que trabalha fazendo salgados e doces para vender - agora tem novos sonhos:

- Perdi muita oportunidade de trabalho pela falta dos estudos, tinha medo de não ter capacidade de cumprir as tarefas. Hoje não quero só dar uma boa educação para os meus filhos, também tenho sonhos de crescer.

O sentimento de orgulho parece contagiar os estudantes do "Sou Pai, Sou Aluno". Com o objetivo de incentivar pais e responsáveis analfabetos, ou que não concluíram o Ensino Fundamental, a voltarem a estudar na mesma escola do filho, o projeto ainda estimula que a família participe mais dos estudos das crianças. O auxiliar de serviços gerais Jorge da Silva, 53 anos, teve a oportunidade de estar na mesma classe de seu filho Jorge Fernando, 18, que o incentivou a voltar a estudar.

- Antes eu tinha vergonha de ler. Agora me sinto outra pessoa. Tenho mais orgulho de mim. Sinto que posso ajudar mais os meus filhos. Consegui até explicar para o menor deles, de 8 anos, sobre as letras e a importância de se escrever na linha – contou Jorge, emocionado com sua evolução na leitura.

Para Jorge Fernando, o método de ensino do PEJA – em que o conteúdo do Ensino Fundamental é divido em quatro unidades de progressão de um trimestre cada – foi uma dádiva:

- Recuperei os anos de bagunça e repetência. Sei da importância dos estudos para o meu futuro. Estou muito feliz. Vou me formar antes mesmo do final do ano.

Segundo a gerente de Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Secretaria Municipal de Educação, Maria Luiza Lixa Mendonça, o método educacional do PEJA utiliza um programa acelerativo dos conteúdos essenciais do
ensino fundamental.


- Com esta metodologia, em que as unidades de progressão têm duração de um trimestre, as matrículas podem acontecer durante todo ano - disse ela, acrescentando que a escolaridade dos pais interfere na melhora do desempenho escolar dos filhos:

- A vinda dos pais para a escola interfere no desempenho escolar dos alunos. Melhora a autoestima familiar, é um ganho cultural e social. E um ganho para a sociedade e para a cidade.

Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA)

Com o objetivo de escolarizar jovens e adultos que não iniciaram ou concluíram o Ensino Fundamental, o Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA), oferecido pela Secretaria Municipal de Educação, desenvolve ações voltadas para a fortificação de uma política de educação de jovens pautadas nos eixos de aumento da escolaridade, educação permanente e inclusão no mundo do trabalho, aspectos fundamentais para o exercício pleno da cidadania. Atualmente, o programa é oferecido em 144 escolas municipais e no Centro de Referência de Jovens e Adultos.

Todas as unidades escolares que possuem PEJA participam do projeto "Sou Pai, sou Aluno". Os pais/responsáveis interessados em estudar em uma das unidades que oferecem PEJA devem procurar a unidade escolar mais próxima da sua residência ou trabalho para se matricular normalmente. A relação das escolas municipais que oferecem PEJA está disponível no site www.rio.rj.gov.br/sme.


Fonte: Portal da Prefeitura do Rio de Janeiro

COMEMORAÇÃO DA PÁSCOA



Vamos ver como foi a Comemoração da Páscoa nas Unidades Escolares da 9ª CRE.