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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Biblioteca Digital Mundial‏




A BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL, Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos, e explica em sete idiomas, as joias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta. Tem, sobretudo caráter patrimonial", antecipou em La Nacion Abdelaziz Abid, coordenador do projeto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições.

A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de patrimônio, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".

Entre os documentos mais antigos há alguns códices pré-colombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562", explicou Abid.

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani, um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos astecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvendando os mistérios da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

Fácil de navegar: Cada joia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas o português. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.

Como acessar o site global? Embora seja apresentado oficialmente na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do site: www.wdl.org

O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar diretamente pela Web, sem necessidade de se registrarem. Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição.

O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originais estejam na sua língua original. Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840.

Com um simples clique, podem-se passar as páginas um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cômoda e minuciosa.

Entre as joias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de La Fontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C.

Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas: América Latina e Oriente Médio. Isso deve-se à ativa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, à biblioteca de Alexandria no Egito e à Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.

A estrutura da BDM foi decalcada no projeto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e atualmente contém 11 milhões de documentos em linha. Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos.

Mas a importância que reveste esse site vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audiovisual. Esta é uma notícia que não só vale a pena reenviar, mas sim, é um dever ético, fazê-lo!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Empresa lança biblioteca digital para seus clientes


Com mais de seis mil itens, a biblioteca digital “Nuvem de Livros” disponibiliza conteúdo online adequado a diferentes plataformas de acesso, tais como o PC, o tablet e o smartphone. A rede, uma iniciativa da Vivo/Telefônica para seus clientes, reúne obras literárias brasileiras e internacionais, além de livros didáticos, enciclopédias, audiobooks, videoaulas e até visitas guiadas –  que funcionam como introduções – ao acervo digital de diversos museus e coleções de arte, história, biologia, cinema e antropologia.
Mediante uma assinatura semanal, o usuário tem acesso a todo o conteúdo, em interfaces pensadas para as especificidades de visualização oferecidas por cada instrumento de acesso. O objetivo é tornar possível a consulta para diferentes perfis de leitores, alcançando tanto os que usam os livros para consulta em trabalhos escolares, quanto os que recorrem a leituras de formação ou mesmo recreativas.
Ao se cadastrar para usar o serviço, o internauta será recebido pelo “Robô Bibliotecário”. Após construir um avatar de navegação com sua identidade visual, é possível localizar as obras por três comandos de busca identificados como “Categoria”, “Reforço Escolar” ou pelo “Título, assunto, autor e editora”. Os livros, tanto clássicos quanto best-sellers atuais, são apresentados como em suas versões impressas, acompanhados de informações adicionais sobre a obra, sugestões de outros livros na mesma temática e aplicativos, como bloco de notas.
A experiência de leitura é sugestiva ao reproduzir o folhear das páginas, ouvindo-se inclusive o som da passagem de uma para outra. A navegação permite localizar rapidamente trechos buscando-se tanto pela palavra quanto pelo cursor direto no ponto desejado – como o capítulo ou página. Outra funcionalidade são as intervenções multimídias, com música, animação e narração nos livros infantis.
Professores
A plataforma conta ainda com um espaço específico para docentes denominado “Sala do Professor”. Nele são oferecidos cursos on-line e transmissão de palestras para educadores, além de aplicativos que auxiliam na elaboração de provas, materiais didáticos e planejamento de aulas. Também é possível selecionar livros e recomendar a leitura aos alunos ou turmas específicos também vinculados.
Para Françoise Trapenard, diretora-presidente da Fundação Telefônica, “a conectividade proporciona transformações nos modelos de aprendizagem ao adotar, por meio das tecnologias da informação e comunicação, espaços com diferentes modelos de ensino na escola, além dela, e também ao longo da vida”.
Nos meses de agosto e setembro a Nuvem de Livros será gratuita. Após este período, o valor de acesso cobrado para clientes Vivo é de R$1, 99 por semana.
AlternativasDiversas outras iniciativas de digitalização de acervos estão online disponíveis gratuitamente. Uma delas é aBOAl – Biblioteca on line de Áudio Literatura. Portuguesa, seu acervo conta essencialmente com autores do país europeu. A Biblioteca da Usp de Teses e Dissertações permite pesquisar sobre a produção acadêmica da universidade, entre suas teses e mestrados. A Bibliomania conta, em inglês, com mais de 2.000 textos clássicos. Além do já conhecido, bom e velho de guerra Domínio Público, com diversos itens multimídia.