Mostrando postagens com marcador UNESCO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador UNESCO. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Prêmio Internacional UNESCO-Hamdan 2013-2014 para a eficácia dos docentes




Convocatória para o Prêmio Internacional UNESCO-Hamdan 2013-2014 para a eficácia dos docentes
Foi aberta a chamada de candidaturas para a terceira edição do Prêmio UNESCO-Hamdan Bin Rashid Al-Maktoum para melhores práticas e desempenhos no aprimoramento da eficácia dos docentes.
O prêmio é concedido a cada dois anos em reconhecimento às iniciativas que contribuem para melhorar as práticas educacionais ao redor do mundo, preferencialmente em países em desenvolvimento e em comunidades marginalizadas ou desfavorecidas.
O Prêmio UNESCO-Hamdan tem como objetivo contribuir para a melhoria da qualidade do ensino por meio da capacitação de docentes. O Prêmio foi instituído em 2008 e é financiado pelo xeique Hamdan Bin Rashid Al-Maktoum, dos Emirados Árabes Unidos (EAU).
O valor total da premiação é de 270 mil dólares, que serão divididos entre os três primeiros lugares. Os projetos vencedores do prêmio serão aqueles que tenham contribuído de maneira notável para a qualidade do ensino e da aprendizagem, por meio de atividades relacionadas aos docentes.
O prazo para apresentação de candidaturas vai até 31 de outubro de 2013.
Para apresentar uma candidatura, consulte o guia (PDF, em inglês) e o formulário de candidatura (.DOC, em inglês).
Mais informações sobre o Prêmio: www.unesco.org/new/es/hamdan-prize (em espanhol)
 

 
Equipe Escolas do Amanhã
____________________

Programa Escolas do Amanhã 
Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro 
"É na educação que se garante igualdade de oportunidades."



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Biblioteca Digital Mundial‏




A BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL, Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos, e explica em sete idiomas, as joias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta. Tem, sobretudo caráter patrimonial", antecipou em La Nacion Abdelaziz Abid, coordenador do projeto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições.

A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de patrimônio, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".

Entre os documentos mais antigos há alguns códices pré-colombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562", explicou Abid.

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani, um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos astecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvendando os mistérios da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

Fácil de navegar: Cada joia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas o português. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.

Como acessar o site global? Embora seja apresentado oficialmente na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do site: www.wdl.org

O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar diretamente pela Web, sem necessidade de se registrarem. Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição.

O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originais estejam na sua língua original. Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840.

Com um simples clique, podem-se passar as páginas um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cômoda e minuciosa.

Entre as joias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de La Fontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C.

Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas: América Latina e Oriente Médio. Isso deve-se à ativa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, à biblioteca de Alexandria no Egito e à Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.

A estrutura da BDM foi decalcada no projeto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e atualmente contém 11 milhões de documentos em linha. Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos.

Mas a importância que reveste esse site vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audiovisual. Esta é uma notícia que não só vale a pena reenviar, mas sim, é um dever ético, fazê-lo!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Recursos Educacionais Abertos: pelo livre acesso ao conhecimento


Materiais educacionais abertos incentivam colaboração, autoria de alunos e professores e a produção de conteúdos locais


Graziela Massonetto

"Materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio público, ou estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros" é a definição de Recursos Educacionais Abertos (REA) dada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Qualquer ferramenta, material ou técnica, que apoie o acesso ao conhecimento e seja aberto, pode ser considerado REA: cursos completos, partes de cursos, módulos, livros didáticos, artigos de pesquisa, vídeos, testes, etc.


É um movimento emergente da educação, alavancado pela Internet, e que tem como marcas a colaboração e a interatividade. Ele surge pela premissa de que todos devem ter a liberdade de usar, personalizar, melhorar e redistribuir recursos educacionais, sem restrições. Os benefícios são inúmeros. O maior deles, de acordo com a pesquisadora em recursos e práticas educacionais abertas Andreia Inamorato, é o livre acesso ao conhecimento. "Como eles estão licenciados de maneira aberta, qualquer pessoa pode ter contato, é permitido que sejam utilizados e/ou adaptados por terceiros", conta.

O REA se apoia em três elementos principais: conteúdos de aprendizado, como cursos completos e metodologias de ensino e aprendizado; ferramentas técnicas, como sistemas de gerenciamento de conteúdo e comunidades de aprendizado online; e recursos para implementação, ou seja, licenças de propriedade intelectual para promover a publicação aberta de materiais. O usuário que esteja interessado em utilizar REA não precisa necessariamente estar vinculado a uma instituição de ensino. "Qualquer pessoa pode acessar e compartilhar o conhecimento que antes ficava fechado a quatro portas na sala de aula", revela Andreia.

A ideia principal por trás do REA é que qualquer coisa publicada pode ser utilizada e recombinada por outras pessoas, aumentando o conhecimento de todos. A especialista salienta que existem quatro liberdade mínimas do REA, os chamados "4Rs": "revisar, reusar, remixar e redistribuir. "Dessa maneira, compreendemos a liberdade de usar o original, de adaptá-lo e aprimorá-lo, além de fazer recombinações. Mas acredito que o mais importante seja a redistribuição, para que o REA alcance mais pessoas".

EconomiaOutro grande benefício é em relação aos custos. O REA pode diminuir os custos de acesso a educação. "Hoje, só quem está matriculado nas escolas têm acesso ao material didático pago com dinheiro público. Se esse material estiver disponível na internet sob uma licença livre, em um formato aberto, qualquer falante de língua portuguesa terá acesso a ele. O acesso a materiais de qualidade é um direito. Um lema que resume REA é afirmar que material didático pago com dinheiro público deve pertencer ao público", diz Bianca Santana, jornalista e integrante da comunidade de Recursos Educacionais Abertos e da Casa da Cultura Digital.

A maioria dos REA são gratuitos ou têm preços mais acessíveis. Quando digitais, os custos de reprodução dos REA são praticamente zero, o que reduz os custos de distribuição e logística. Por serem abertos, também são reduzidos, quando não abolidos, os custos e o tempo gasto para a negociação de modelos de licenciamento que possuem todos os seus direitos reservados aos proprietários e não podem ser livremente compartilhados, gerando uma maior burocracia por ser uma propriedade privada.

Restam os custos de produção. Entretanto, de acordo com a comunidade REA Brasil (http://rea.net.br/site/ ), quando a produção de recursos educacionais já faz parte do dia a dia do educador, disponibilizá-lo como REA não aumenta seu custo de produção.

Além disso, com o uso e o aprimoramento desse REA por pares e usuários, a decisão de disponibilizar o conteúdo pode diminuir seu custo de produção pois, com isso, um grupo irrestrito de colaboradores tem acesso para conservá-lo, melhorá-lo e adaptá-lo.

Muitas vezes, os mesmos recursos educacionais geram custos duas vezes:  ao pagar impostos, como é o caso de editoras; e a pagar novamente quando há a compra do livro didático. Para resolver tais impasses,  especialistas defendem políticas públicas que incentivem a adoção, o investimento e a preferência por REA nas compras e projetos governamentais.

Praticando REAAo utilizar, produzir e compartilhar REA, os professores começam a desenvolver uma nova prática acadêmica e pedagógica.  Uma das grandes vantagens é exatamente a liberdade de adaptação. Um professor que mora na periferia do Pará, por exemplo, pode adaptar o conteúdo das aulas de geografia para a realidade de sua região. Dessa maneira, os alunos terão acesso a um material que fala sobre o lugar em que vivem. Com essa aproximação, o aprendizado pode se tornar mais concreto.

Muitos professores, entretanto, se sentem inseguros ao produzir o material, por medo de não estar bom o suficiente para ser distribuído publicamente. "Mas essa insegurança é positiva, porque quando o professor produz REA ele toma um cuidado até maior do que se ele soubesse que esse material não sairia da sala de aula, o que geralmente aumenta a sua qualidade", conta Andreia. Nesse sentido, produzir REA pode ser uma boa alternativa para ajudar os professores a ganharem maior confiança.

"Reconhecer REA como uma prática pedagógica, que tem valor profissional e talvez até oferecendo um auxílio financeiro ao professor, pode ser um grande incentivo", acredita. O treinamento na construção e uso de REA pode entrar como formação ou aperfeiçoamento profissional no uso de novas tecnologias e inovação em metodologia educacional.

Assim, além de incentivar práticas de colaboração, participação e compartilhamento, incentivar que educadores e estudantes sejam reconhecidos como autores, aproveitar melhor os recursos públicos investidos em material didático, o REA tem como perspectiva uma educação de qualidade, acessível, que integre distintas formas individuais de aprendizagem e incentive a produção de conteúdos locais.


Confira a lista de sites com conteúdo REA disponíveis para utilização:


quinta-feira, 14 de março de 2013

Dia Mundial da Água 2013



O ano 2013 foi declarado pelas Nações Unidas, o Ano Internacional de Cooperação pela Água. O objetivo deste Ano Internacional é conscientizar sobre a necessidade de cooperação por esse recurso e sobre os desafios no que diz respeito à gestão da água. Durante este ano, serão destacadas iniciativas de sucesso em cooperação pela água e serão trabalhados temas importantes como educação ambiental com foco na água, diplomacia sobre a água, gestão da água em regiões fronteiriças, cooperação financeira, redes legais nacionais e internacionais e suas conexões com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.



Veja a matéria que o Portal Rioeduca preparou sobre o tema:






Conheça o site que a UNESCO criou para a Campanha:




Conheça o Blog SOS Rios do Brasil com matérias interessantes sobre o tema:





sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO


Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, para o Dia Internacional da Paz, 21 de setembro de 2012.

"Uma vez que as guerras se iniciam nas mentes dos homens, é na mente dos homens e que devem ser construídas as defesas da paz"

Essas linhas do preâmbulo à Constituição da UNESCO não perderam nada de seu poder em um mundo movido pela mudança, onde a violência permanece uma realidade diária
, a cultura está sob ataque e a discriminação e a intolerância ainda são endêmicas.

Para ser sustentável, a paz deve começar pela dignidade de cada homem e mulher. Deve ser nutrida por seus direitos e pela conquista de suas aspirações. A paz é um compromisso com um futuro melhor que se inicia hoje, com base em valores compartilhados, por meio de diálogo, tolerância, respeito e compreensão. Essa é a fundação sobre a qual se deve construir a paz diariamente em nossa vizinhança e nas cidades, em nossas sociedades e entre países.

Para a UNESCO, deve-se iniciar pelo acesso à educação de qualidade por todos, especialmente meninas e mulheres, como uma estratégia de avanço para o desenvolvimento sustentável. Deve-se aproveitar ao máximo a criatividade e a inovação provenientes da diversidade cultural e da promoção de nosso patrimônio comum. A paz deve ser construída por meio de esforços combinados de utilização do poder das ciências para o benefício de todas as sociedades. Deve avançar o direito de cada homem e mulher de se pronunciar e ser ouvido.

Essas conclusões ecoaram claramente no Fórum de Lideranças da UNESCO junto a governantes durante a 36a sessão de sua Conferência Geral em novembro de 2011. A Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que ocorreu no Rio de Janeiro neste ano, reafirmou a visão de que a paz duradoura e o desenvolvimento sustentável são dois lados da mesma moeda. O desenvolvimento não é sustentável se as sociedades não estiverem em paz consigo e com seus vizinhos, ou em equilíbrio com o planeta. A paz não pode ser duradoura se bilhões de pessoas continuarem desprovidas de justiça social, econômica e ambiental. A sustentabilidade deve ser o princípio a guiar a paz e o desenvolvimento no século que se desenrola.

Paz não é um conceito abstrato, cujo sucesso se pode decretar. Ela diz respeito a homens e mulheres, meninos e meninas, individualmente. Todos devem ter o direito de imaginar um futuro melhor, assim como a habilidade de moldar a realidade de acordo com suas aspirações. Essas são as metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e as apostas para a sustentabilidade global. Essa é a missão da UNESCO e nossa mensagem no Dia Internacional da Paz 2012.


Foto: CC BY-NC-SA 2.0 / Jordan Pérez