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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dia Internacional das Famílias



Mensagem do Secretário-Geral – Dia Internacional das Famílias

O Dia Internacional das Famílias deste ano, cuja celebração está subordinada ao tema “Mães e Familiares: Desafios num Mundo em Transformação”, centra-se no papel essencial das mães no seio das famílias e comunidades em todo o mundo.

As mães desempenham um papel crucial na família, a qual representa, por sua vez, um factor poderoso de coesão e integração social. A relação entre mãe e filhos é vital para o desenvolvimento saudável dos filhos. As mães não são apenas prestadoras de cuidados; são elas também, em muitos casos, elas que provêm ao sustento das suas famílias. No entanto, as mulheres continuam a enfrentar enormes desafios durante a maternidade, alguns dos quais põem até a sua vida em risco.

O parto, que deveria ser um motivo de celebração, é um enorme risco para a saúde de demasiadas mulheres dos países em desenvolvimento. O Objectivo de Desenvolvimento do Milénio em relação ao qual menos avanços se têm registado é aquele que consiste em melhorar a saúde materna. Uma mulher de um país menos avançado tem 300 vezes mais probabilidades de morrer durante o parto ou devido a complicações relacionadas com o mesmo do que uma mulher de um país desenvolvido. É preciso tornar a gravidez e os partos mais seguros, dotando os sistemas de saúde de serviços de planeamento familiar, assegurando que os partos sejam assistidos por um profissional de saúde e disponibilizando cuidados obstétricos urgentes.

A violência contra as mulheres, muitas das quais são mães, continua a ser uma das violações mais comuns dos direitos humanos do nosso tempo. Tem múltiplas consequências: põe em perigo a vida de mulheres e raparigas, causa danos às suas famílias e comunidades e provoca estragos no tecido social. Eliminar e prevenir a violência contra as mulheres deveria ser uma prioridade fundamental de todos os países.

Devemos também assegurar o acesso universal à educação. Os benefícios da educação das mulheres e raparigas estendem-se não só à sua família mas também ao seu país, libertando o potencial das mulheres no que se refere a contribuírem para esforços de desenvolvimento amplos. As estatísticas também mostram que é muito mais provável que as mães instruídas mantenham os filhos na escola, o que significa que os benefícios da educação se fazem sentir na geração seguinte.

Ao mesmo tempo que nos esforçamos por apoiar as mães como prestadoras de cuidados, devemos formular e alargar políticas e serviços favoráveis à família, tais como creches, que reduziriam uma parte do fardo que recai sobre as mulheres. Tanto as mulheres como os homens necessitam de um apoio público mais forte para dividir de uma forma equitativa o trabalho e as responsabilidades familiares. As famílias construídas com base no reconhecimento de igualdade entre mulheres e homens contribuirão para que as sociedades sejam mais estáveis e produtivas.

Enfrentamos múltiplos desafios neste mundo em transformação, mas há um factor que se mantém: a importância intemporal das mães e o seu contributo inestimável para a formação da próxima geração. Reconhecendo os seus esforços e melhorando as suas condições de vida, poderemos assegurar um futuro melhor para todos.

Fonte: UNRIC

sexta-feira, 22 de março de 2013

Dia Mundial da Água



Desde os primórdios da humanidade sabemos que o homem sempre se estabeleceu em locais próximos aos rios e mares, para garantir seu sustento através da pesca e da agricultura.

A história do Egito faz uma excelente demonstração desse fato, quando os homens, às margens do rio Nilo, fizeram os primeiros aglomerados humanos e construíram as primeiras cidades do mundo. Ali já se registrava o quanto o homem era dependente da água.

Porém, com o passar dos anos, com a evolução da humanidade, a água passou a ser tratada com desrespeito, sendo poluída e desperdiçada.

Por esses motivos, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou o Dia Mundial da Água, em 22 de março de 1992, para promover discussões acerca da consciência do homem em relação a tal bem natural.

Em 10 de dezembro de 2002, o senado brasileiro aprovou o dia nacional da água através do projeto de lei do deputado Sérgio Novais (PSB-CE). O texto destaca que esse deverá “oferecer à sociedade brasileira a oportunidade e o estímulo para o debate dos problemas e a busca de soluções relacionadas ao uso e à conservação dos recursos hídricos.”

A preocupação surgiu através dos grandes índices de poluição ambiental do planeta, envolvendo a qualidade da água que consumimos.

A ONU elaborou um documento com medidas cautelosas a favor desse bem natural, trazendo também informações para garantir a cultura de preservação ambiental e a consciência ecológica em relação à água.

Na Declaração Universal dos Direitos da Água, criada pela ONU, dentre as principais abordagens estão:

- Que devemos ser responsáveis com a economia de água, pois essa é condição essencial de vida;
- Que ela é um patrimônio mundial e que todos nós somos responsáveis pela sua conservação;
- Que a água potável deve ser utilizada com economia, pois os recursos de tratamento são ainda lentos e escassos;
- Que o equilíbrio do planeta depende da conservação dos rios, mares e oceanos, bem como dos ciclos naturais da água;
- Que devemos ser responsáveis com as gerações futuras;
- Que precisamos utilizá-la tendo consciência de que não devemos poluí-la ou envenená-la;
- Que o homem deve ser solidário, evitando o seu desperdício e lutando pelo seu equilíbrio na natureza.

Com esse documento, a Organização das Nações Unidas tornou obrigatório que todos as pessoas sejam responsáveis pela qualidade da água, bem como pela sua manutenção, tendo, assim, formas de garantir a melhoria de vida no planeta.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia