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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Fundação Cecierj oferece 18 mil vagas para o Pré-Vestibular Social




O Pré-Vestibular Social da Fundação Cecierj (Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro), da Secretaria de Ciência e Tecnologia, está com inscrições abertas até 28 de janeiro de 2014. São oferecidas 18 mil vagas, distribuídas por 56 polos de estudo, localizados em 39 municípios, beneficiando todas as regiões do Estado do Rio.
O Pré-Vestibular Social é voltado àqueles que não têm condições de pagar por um curso preparatório e que, em 2014, estarão no último ano do Ensino Médio ou já o terão concluído. A escolha dos alunos é feita por meio de uma seleção socioeconômica. As aulas acontecerão de março a dezembro de 2014.
As inscrições podem ser feitas pelo site www.pvs.cederj.edu.br. Após se inscrever, o candidato deverá entregar pessoalmente no polo onde deseja estudar, ou enviar pelos Correios para a Caixa Postal referida no Edital, um envelope identificado com o código do pedido de inscrição, contendo as cópias dos documentos exigidos. No portal do CEDERJ, estão disponíveis também a lista dos endereços dos polos, horários de funcionamento para entrega de documentos e todas as informações sobre o curso e o processo de seleção.
Disciplinas e aulas
Os dias e horários de aulas do curso variam de acordo com o polo escolhido, podendo ser aos sábados, durante todo o dia, ou duas vezes por semana, com aulas à tarde ou à noite. Haverá aulas nas disciplinas de Língua Portuguesa, Redação, Matemática, Física, Química, Biologia, Geografia, História, Inglês e Espanhol.
O Pré-Vestibular Social é um curso gratuito, incluindo o material didático. Desde a sua fundação, em 2003, já atendeu a mais de 150 mil alunos.
Fonte: Blog Carioca

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Teste Computadorizado Pode ser Adotado em Vestibulares e Concursos




Portal Porvir


Aquela tradicional sala de aula com carteiras enfileiradas e candidatos de vestibulares ou concursos públicos respondendo a questões em calhamaços de papel pode virar imagem do passado. Com o avanço da tecnologia e algumas recentes adesões de peso, cresce a tendência da adoção dos TACs (Teste Adaptativo Computadorizado), ou computer assisted testing, em exames educacionais de grande porte.

No mês passado, o Cespe/UnB, principal organizador de concursos públicos do país, anunciou que vai começar a usar, já no segundo semestre deste ano, os testes adaptativos em concursos públicos e em exames de certificação em escala nacional. No Inep, órgão do MEC responsável por avaliações como o Enem e a Prova Brasil, e na Vunesp, que faz o vestibular da Unesp e outros concursos, já há conversas em andamento sobre a viabilidade de se utilizar os TACs.

Na prática, os testes adaptativos funcionam assim: alguns polos com computadores são credenciados para receber o software que contém os exames de determinado concurso ou vestibular. Os polos podem ser escolas já equipadas com computadores. No dia da prova, o aluno vai até um desses locais credenciados, senta-se diante de um computador e responde às questões.

Primeiro, são apresentadas questões de nível mediano; conforme o estudante vai acertando ou errando, o sistema apresenta questões mais fáceis ou mais difíceis para medir seu nível exato de proficiência naquela disciplina. Assim, as provas são personalizadas, diferentes para cada candidato. "O teste é adaptativo porque cada pessoa pode receber questões diferentes. Ele consegue determinar a proficiência de um candidato de uma maneira muito melhor do que uma prova igual para todo mundo. O sistema pega a resposta do candidato e faz um cálculo para ver qual é a próxima questão que ele vai responder", afirma Dalton Francisco de Almeida, professor do departamento de informática e estatística da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e especialista no tema.

A correção dos testes adaptativos se baseia na TRI, ou Teoria de Resposta ao Item, que já é utilizada em exames do Ministério da Educação desde a década de 90, mas foi com a reformulação do Enem, em 2009, que ela se tornou mais conhecida. Na TRI, antes de serem aplicadas no dia do concurso, as questões são pré-testadas e classificadas quanto aos seus parâmetros – nível de dificuldade, por exemplo – e essas informações são inseridas no sistema. Com cada característica da questão conhecida, é possível que provas aplicadas em dias diferentes sejam comparáveis.

Segundo Almeida, a TRI ainda permite que, pelo padrão de resposta do aluno, o sistema consiga saber se ele acertou uma questão porque sabia ou por acaso. Com isso, o estudante que acertou por acaso não deixa de pontuar, mas recebe menos pontos do que aquele que acertou porque sabia. "A TRI cria uma medida para medir conhecimento. E conhecimento é uma coisa cumulativa. Quando você aplica uma prova e sabe o grau de dificuldade das questões, se um aluno apresenta um padrão de resposta no qual ele acerta as difíceis e ele erra as fáceis, o sistema acha isso estranho", afirma Almeida. O professor dá o exemplo de dois alunos que acertaram 10 questões em determinada prova, mas o primeiro acertou as 10 mais fáceis e o segundo, as 10 mais difíceis. Nesse caso, a TRI vai atribuir pontuação maior ao aluno que acertou as mais fáceis do que ao que acertou as mais difíceis.

Benefícios

Vantagens de se adotar o modelo adaptativo, o TAC, segundo o Cespe, não faltam. Como as provas não são impressas, economiza-se o que era gasto em transporte e impressão, além de se preservar o ambiente. As provas passam a poder ser realizadas em datas distintas e o resultado individual é conhecido assim que o candidato finalizar o exame, acelerando o cronograma de resultados.

Em contrapartida, o modelo exige o desenvolvimento de softwares específicos e a identificação de uma rede de locais certificados para receber as provas. Segundo Almeida, porém, a adoção de testes adaptativos até demanda um aporte de verba, mas esse valor acaba compensando com o tempo. "Pode haver um investimento inicial alto, mas depois isso se dilui", afirma, citando também a redução de custos e do esforço nacional de segurança que provas como o Enem demandam.