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segunda-feira, 4 de março de 2013

MAR - Museu de Arte do Rio


Cidade Maravilhosa comemora 448 anos nas ondas do novo MAR

Museu de Arte do Rio é primeiro equipamento cultural do projeto Porto Maravilha a ser entregue

01/03/2013 » Autor: Flávia David/Fotos: Beth Santos, J.P. Engelbrecht e Raphael Lima

No aniversário da Cidade Maravilhosa, nesta sexta-feira (01/03), quem ganhou o presente foi a população do Rio de Janeiro, com a inauguração do Museu de Arte do Rio, o MAR, na Praça Mauá. Com a presença da presidenta Dilma Roussef, que passou o dia na cidade que completa hoje 448 anos, do prefeito Eduardo Paes e de dois mil convidados, o MAR iniciou oficialmente suas atividades. Também estiveram presentes o governador Sérgio Cabral e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, entre outras autoridades. Nos próximos dias, o mais novo museu do Rio receberá visitas de alunos de escolas da rede municipal e de funcionários que participaram de sua construção, além de seus familiares. Na próxima terça-feira (05/03), o MAR abre suas portas para o grande público, com exposições com a cara do Rio e dos cariocas.

- Esse é o primeiro ícone forte da Região Portuária, que está renascendo. Acredito que uma cidade sem Centro é uma cidade sem alma, e agora o Rio volta a olhar para o seu Centro graças ao talento do seu povo e à criatividade da nossa gente, o que representa um sinal de rejuvenescimento e de renascimento dessa cidade. O MAR e a Escola do Olhar são só o primeiro símbolo de uma transformação que está na alma de todos os cariocas - disse o prefeito Eduardo Paes, que agradeceu à Fundação Roberto Marinho pela parceria no projeto e no Museu do Amanhã, que está sendo construído também na Região Portuária.

Já a presidenta Dilma Rousseff falou da importância desse novo equipamento cultural para a cidade:

- O Rio tem varias marcas que fizeram a história dessa cidade. Temos, por exemplo, o Aterro do Flamengo e os túneis, que vieram para unir os contrastes do Rio. A partir de agora o MAR e sua grande e bela onda se juntará a essas marcas, seus visitantes terão a oportunidade de conhecer a alma artística do Rio de Janeiro através de obras que retratam o apreço de uma cidade por seu povo.
O MAR ocupa dois prédios na Praça Mauá: o Palacete D. João VI (que abriga o pavilhão de exposições), datado de 1916 e tombado, e outro, de estilo modernista, onde funcionará a Escola do Olhar, equipamento que pretende atender cerca de dois mil professores e 200 mil alunos da rede municipal de ensino por ano. O museu é a primeira obra do Porto Maravilha, projeto da Prefeitura do Rio de revitalização da Região Portuária, a ser entregue. Juntamente com o Museu do Amanhã, em construção, o MAR será uma das âncoras culturais daquela região.

- A cultura exerce um fator civilizatório muito importante. Por isso, todos os alunos da rede terão acesso ao museu. . Estamos falando de 600 mil crianças e adolescentes visitando o espaço ao longo de três anos. Além disso, dois mil professores serão capacitados anualmente no prédio da Escola do Olhar para que saibam orientar seus alunos a compreender uma obra de arte - disse a secretária municipal de Educação, Claudia Costin.

Concebido pelo escritório de arquitetura carioca Bernardes + Jacobsen, o Museu de Arte do Rio é composto por duas construções, interligadas por uma cobertura fluida de concreto (que remete a uma onda), e uma rampa por onde os visitantes têm acesso às exposições, distrubuídas em oito grandes salas de cerca de 400m² cada uma. Além disso, o público têm à disposição área educativa, auditório, biblioteca, restaurante-mirante, café e loja.

- Trata-se de uma instituição de excelência, desde o projeto arquitetônico à formação das equipes e da coleção que será exibida, que tem como personagem principal o Rio de Janeiro. É um museu que dialoga com a cidade e isso é inédito. Não falamos de um museu estagnado, mas algo em constante movimento - explicou o secretário municipal de Cultura, Sérgio Sá Leitão.

Para tornar sua inauguração ainda mais inesquecível, o museu abriu suas portas com quatro exposições simultâneas: "Rio de Imagens: uma paisagem em construção", uma seleção de 400 peças que retratam a cidade através do imaginário de seus habitantes, visitantes e admiradores ao longo de quatro séculos; "O colecionador: arte brasileira e internacional na coleção Boghici", mostra de 136 obras pertencentes ao marchand romeno, radicado no Rio, Jean Boghici; "Vontade construtiva na Coleção Fadel", 250 obras que retratam a ligação que os movimentos modernos e pós-modernos tiveram como alicecers da edificação cultural brasileira; e "O abrigo e o terreno - Arte de sociedade no Brasil I", com peças que discutem a ocupação do espaço público e a dinâmica da sociabilidade.

O MAR também conta com acervo próprio, que, em processo de formação, já cataloga três mil obras, entre as quais 1.200 aquarelas de Santiago Calatrava e mil livros de artistas múltiplos, além de 5.000 peças de memorabilia do Rio, documentos históricos, manuscritos sobre a escravidão, fotografias e cartões postais. O grande destaque do acervo fica por conta do "São Jose de Botas", uma das quatro esculturas de Aleijadinho tombadas individualmente.

Uma iniciativa da Prefeitura do Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o museu tem como patrocinadores a Vale e as Organizações Globo, além do apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A gestão é de responsabilidade do Instituto Odeon, organização social (OS) vencedora da concorrência pública aberta pela Prefeitura do Rio.



Saiba mais sobre o Museu de Arte do Rio (MAR):

EXPOSIÇÕES:


3º Andar
Rio de Imagens: Uma Paisagem em Construção
Curadoria – Rafael Cardoso e Carlos Martins
Duração: 01/03 a 28/07

A exposição Rio de Imagens: Uma Paisagem em Construção ocupa o terceiro andar do pavilhão de exposições do MAR – o primeiro no fluxo de visitação proposto pelo museu – e retrata as transformações do cenário urbano e a construção do imaginário sobre o Rio de Janeiro, por moradores e visitantes. Com curadoria de Carlos Martins e Rafael Cardoso, a mostra conta com aproximadamente 400 peças e mostra a evolução da cidade ao longo de quatro séculos.

Além de importantes obras da arte brasileira dos séculos XIX e XX – entre elas, quadros de Tarsila do Amaral, gravuras de Lasar Segall e aquarelas de Ismael Nery –, a exposição apresenta objetos do cotidiano que são diretamente influenciados pela paisagem carioca, como objetos de decoração, fotos, desenhos e gravuras. A arte contemporânea ganhará um espaço exclusivo na mostra com um apanhado da produção artística brasileira dos anos 50 até os dias de hoje. Três instalações multimídia, criadas especialmente para a exposição, ajudarão o visitante a imaginar a cidade em sua dimensão histórica e afetiva.


2º Andar
O Colecionador : Arte Brasileira e Internacional na coleção Boghici
Curadoria – Luciano Migliaccio e Leonel Kaz
Duração: 01/03 a 01/09

Concebida por Aprazível Edições e Arte, com curadoria artística de Luciano Migliaccio e Leonel Kaz, projeto cenográfico assinado por Daniela Thomas e Felipe Tassara e programação visual de Jair de Souza, a exposição apresentará 136 peças da coleção particular do marchand Jean Boghici. De forma lúdica, a mostra vai propor um mosaico da nossa arte e história, no século XX. O recorte curatorial se inicia com a Missão Francesa de 1816 e se estende aos dias de hoje. Entre pinturas e esculturas, O Colecionador irá reunir obras de Di Cavalcanti, Brecheret, Guignard, Vicente do Rego Monteiro, Rubens Gerchman, Antonio Dias, Calder, Lucio Fontana, Morandi, Kandinsky, Max Bill e outros 70 artistas.

1º Andar
Vontade Construtiva na Coleção Fadel
Curadoria – Paulo Herkenhoff e Roberto Conduru
Duração: 01/03 a 07/07

Com cerca de 230 peças, a mostra pretende exibir um expressivo e histórico conjunto de obras da coleção Fadel, produzidas por artistas plásticos brasileiros representantes dos movimentos concreto e neoconcreto, que surgiram e se desenvolveram durante as décadas de 1950 e 1960. E apresentar também obras significativas deste período artístico pertencentes ao acervo do Museu de Arte do Rio – MAR, adquiridas ou doadas recentemente, como o São José de Botas, de Aleijadinho, que aparece em meio a coleção de obras sacras do colecionador e outras peças do acervo do museu.

Um dos principais objetivos da exposição é demonstrar a relação direta que os movimentos modernos e pós modernos no Brasil tiveram, e ainda têm como alicerces sólidos para a edificação cultural do país – vitais no desenvolvimento socioeconômico. Vontade Construtiva na Coleção Fadel reunirá obras de Willys de Castro, Hercules Barsotti, Lygia Clark, Franz Weissemen, Ligya Pape, Hélio Oiticica, Aloísio Carvão, Avatar de Moraes, Amilcar de Castro e Almir Mavigner, entre outros.


Térreo
O Abrigo e o Terreno - Arte de Sociedade no Brasil I
Curadoria – Clarissa Diniz e Paulo Herkenhoff
Duração: 01/03 a 14/07

A exposição concentra sua atenção na ocupação do espaço público, na dinâmica da sociabilidade. Questões como as relações de inclusão e exclusão no contexto urbano; a constituição da propriedade, a ideia de posse e usufruto dos espaços sociais; a discussão das instâncias do público e do privado; as lógicas de concepção e organização das cidades, situações de reforma do planejamento urbano; e a constituição de espaços de convivência, encontro e antagonismo, dentre outras, serão abordadas na mostra. Com obras de Antonio Dias, Antonio Manuel, Bispo do Rosário, Helio Oiticica, Lucia Koch, Lygia Clark, Lygia Pape, Marepe, Raul Mourão, Rochele Costi, Waltercio Caldas e os coletivos Ocupação Prestes Maia, E-OU, Opavivará, entre outros, O Abrigo e o Terreno tem curadoria de Clarissa Diniz e Paulo Herkenhoff e inaugura o projeto “Arte e Sociedade no Brasil”, que deve ser trabalhado pelo MAR nos próximos quatro ou cinco anos.


SERVIÇO:


O Museu de Arte do Rio fica na Praça Mauá e pode ser visitado de terça-feira a domingo, e nos feriados, das 10h às 17h, com ingressos a R$ 8,00 (R$ 4,00 meia-entrada). Às terças-feiras a entrada é franca. O museu não funciona ás segundas.
De quarta a domingo, há gratuidade para os seguintes grupos (todos precisam apresentar documentação): alunos da rede pública de Ensino Médio e Fundamental; crianças com até 5 anos de idade; pessoas com mais de 60 anos; professores da rede pública; membros do ICOM e profissionais de museus; e grupos em situação de vulnerabilidade social em visita.
Para agendar uma visita, o interessado deve entrar em contato com a Central de Informações do MAR através do telefone (21) 2203-1235 ou pelo e-mail info@museudeartedorio.org.br.

PROJETO PORTO MARAVILHA


Idealizado pela Prefeitura do Rio, o Porto Maravilha é o projeto que está revitalizando uma área de cinco milhões de metros quadrados no Centro Histórico, a Região Portuária. Trata-se da maior Parceria Público-Privada (PPP) do Brasil, no valor de R$7,6 bilhões. O projeto prevê a recuperação da infraestrutura urbana, dos transportes, do meio ambiente e dos patrimônios histórico e cultural de toda a região do Porto. A iniciativa também inclui a melhoria das condições habitacionais e a atração de novos moradores e investidores para a cidade, com a chegada de grandes empresas e incentivos fiscais. A região engloba os bairros do Santo Cristo, Gamboa, Saúde e trechos do Centro, Caju, Cidade Nova e São Cristóvão.



Fonte: Portal da Prefeitura do Rio de Janeiro

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Convite de inauguração do Museu de Arte do Rio - MAR para os professores


Convite de inauguração do Museu de Arte do Rio - MAR para os professores.

Os professores que forem ao Museu devem levar a carteira funcional.



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Exposição 'Géza Heller – um “carioca” sonhador'


Mostra, que exibe a evolução arquitetônica do Rio dos anos 30 e 40, fica até 07 de outubro, no Parque das Ruínas


05/09/2012 » Autor: Fernanda Good / Fotos: Pedro Curi

Foto: Pedro CuriO passado e o presente se misturam entre desenhos das décadas de 30 e 40 e fotos atuais. As transformações arquitetônicas da cidade do Rio de Janeiro retratadas pelo arquiteto e artista plástico húngaro Géza Heller podem ser vivenciadas na exposição ‘Géza Heller – um “carioca” sonhador’. A mostra, aberta gratuitamente ao público, estará até o dia 07 de outubro, das 10h às 18h, no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas, em Santa Teresa.

Entre um traço e outro, Géza (1902-1992), em mais de 30 desenhos da arquitetura da cidade, expõe as construções e desconstruções urbanas para entrada do progresso. As obras que retratam a Avenida Presidente Vargas e a Praia do Flamengo são exemplos da mudança arquitetônica de que o Rio passou. Um Rio em transformação, fonte de inspiração do arquiteto húngaro ao desembarcar na cidade.


Foto: Pedro CuriDe acordo com a curadora e filha do artista, Sylvia Heller, quando Géza chegou ao Rio, o momento era de boom da modernização, deixando-o bastante interessado por esse movimento arquitetônica da cidade.

– Com o material sempre a mão, registrou muitas coisas sendo demolidas e construídas. Por utilizar o bloco que levava na bolsa, a dimensão dos desenhos é pequena. Apesar disso, as obras são ricas em detalhes. Ele registrava não só o objeto, mas toda a paisagem em que aquela peça fazia parte, dando vida aos desenhos. Desenhos que, por sinal, são documentos; interpretações do artista que como arquiteto fazia com muita fidelidade do que estava vendo, respeitava mesmo o ambiente – disse ela.


A exposição também traz um painel com fotos de desenhos de seus projetos arquitetônicos; entre eles, o da Central do Brasil e o do edifício Tabor-Loreto, na Praia do Flamengo. E uma fotografia de satélite do Rio de Janeiro estampado no chão do Centro Cultural instiga o visitante a achar os locais escolhidos por Géza Heller para retratar a evolução urbana do Rio.


Foto: Pedro Curi– Essas projeções nunca antes foram divulgadas – pontuou Sylvia, que ressaltou que como os desenhos as projeções também são ambientalizadas.

Complementando a exposição, há ainda um vídeo em que Sylvia Heller fala sobre o trabalho, a trajetória e as técnicas utilizadas pelo artista, que chegou ao Brasil em 1925 e se fixou no Rio de Janeiro, adotando mais tarde a cidadania brasileira.


- Ele não tinha ‘ismo’, não era ligado a uma ideia ou um processo. Se aventurava por todas as técnicas que desse vontade. Seus desenhos tem ritmo como música, como dizem alguns críticos – comentou Sylvia, que tem paixão por dois desenhos da exposição: ‘Destruição da Policlínica’ e ‘Atelier’.


- O desenho da ‘Destruição da Policlínica’ tem humor porque mostra a vida e o cotidiano do entorno – explicou ela.


Foto: Pedro CuriPara a paulista Myla Leão, de 46 anos, a mostra é muito importante sobre a ótica arquitetônica.

- A exposição mostra o contraste de valores da arquitetura diante do progresso. E estar exposta neste lugar, que tem como nome Parque das Ruínas, é de grande referência já que a mostra trata também das ruínas de algumas edificações – explicou Myla.


As fotos atuais, que fazem o contraponto com os desenhos de Géza, são de Hermano Taruma.


- Essa jogada entre o passado e o presente permite compreender a evolução humana. E ainda possibilita prevermos o que vem para o futuro – disse o carioca Augusto Lira, de 54 anos.


Para a criançada, as terças, quintas e sábados, há oficinas com as principais técnicas utilizadas por Géza Heller, como bico de pena, o grafite, o guache, a aquarela, o lápis duro e o crayon. Para participar, é preciso agendar pelo e-mail: gezaheller.producao@gmail.com . Mas, aos sábados, grupos são formados por visitantes do Parque das Ruínas. Há possibilidade também de uma visita guiada mediante agendamento.


Foto: Pedro CuriA ideia do atelier, segundo Sylvia, é explicar para as crianças por meio da prática as técnicas utilizadas pelo artista plástico nestas obras.

- As crianças têm a possibilidade de usar materiais não utilizados na escola, como a monotipia em cima do vidro com guache, o bico de pena e o lápis 7B muito bom para fazer sombreado. Além de trabalharem no atelier, eles aproveitam o espaço do Parque das Ruínas para projetarem paisagens ou utilizar elas como inspiração – contou Sylvia.


Ainda segundo ela, o Parque das Ruínas, que funciona de terça a domingo, das 8h às 19h, é um lugar com muita representatividade em relação aos desenhos porque permite ao visitante ver as transformações da cidade retratadas na exposição.


SERVIÇO
Exposição: ‘Géza Heller: um “carioca” sonhador’
Local: Parque das Ruínas
Endereço: Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa – Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2215-0621
Data: até 7 de outubro
Horário: das 10h às 18h, de terça a domingo
Agendamento oficinas: gezaheller.producao@gmail.com
Entrada franca


Fonte: Portal da Prefeitura do Rio de Janeiro