Mostrando postagens com marcador Psicologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Psicologia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Como lidar com medos infantis?



Todas as pessoas tem medo de alguma coisa. Entretanto, a medida que vamos amadurecendo, desenvolvemos habilidades cognitivas e psicológicas para minimizar os danos causados por tais temores. Porém as crianças necessitam de maior atenção e respeito para serem compreendidas em seus estados amedrontados e superarem tal estágio. Para tanto, é importante considerar alguns fatores:


1. Respeitar o medo da criança: o medo que ela sente é real. Evite fazer piadas ou minimizar o assunto, não envergonhando a criança por senti-lo. As crianças têm uma percepção e compreensão da realidade diferente dos adultos, tendo dificuldades em distinguir a realidade da ficção ou fantasia.


2. Perceba que a criança irá superar a maioria de seus medos: conforme cresce, a criança ganha experiência ao se relacionar com pessoas, objetos e atividades, que vão tornando-se cada vez menos estranhas à ela, e portanto, menos assustadoras. Além disso, conforme a criança desenvolve a capacidade de controlar si própria e a seu ambiente, os medos diminuem.


3. Conheça os medos que as crianças experimentam naturalmente em diferentes idades: saber que um medo é comum em uma determinada idade é tranquilizador e, portanto, possibilita que se lide de forma mais efetiva com a criança. Mostre à criança que outras de sua idade também possuem os mesmos medos, porém ele serão passageiros Além disso, mostre maneiras da criança lidar da melhor forma possível com a situação de estresse por causa do medo, como escolher um brinquedo para abraçar, amenizando a tensão, ou ouvir uma música...


4. Permita que a criança se ajuste gradualmente a uma situação causadora de medo: por exemplo, não jogue uma criança que tem medo de água, dentro de uma piscina funda, mesmo que haja alguém lá para segurá-la. Em vez disso, passe um tempo com ela, observando as outras pessoas que estão se divertindo na piscina. Quando ela se sentir bem com isso, sente-se na beira da piscina ou em um degrau e agite a água, mostrando como a brincadeira pode ser divertida. Gradualmente, mova-se em direção à água, obtendo a permissão da criança para segurá-la também. Seja sempre positivo e reforce cada ajustamento. Coloque um colete salva-vidas na criança para que ela possa se sentir ainda mais segura. Quando a situação estiver bem confiante, retire o colete com a permissão da criança, mas sempre mantenha-se perto para supervisionar. 

O papel do adulto nesse processo é o de mediar e apoiar a criança, e não de julgar ou insignificar a situação. Algumas vezes, o processo pode ser lento, dependendo do grau de medo e o motivador de tal. Nesses casos, a ajuda de um especialista é necessária e muito eficaz!


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

MEC faz parceria com Conselho Federal de Psicologia para combater violência nas escolas




Convênio prevê elaboração de materiais didáticos e formação de professores


Agência Brasil

Para enfrentar a violência nas escolas brasileiras, o Ministério da Educação assinou nesta quinta-feira, 20, uma parceria com o Conselho Federal de Psicologia. A parceria prevê um estudo sobre violência nas escolas, elaboração de materiais didáticos e formação de professores para o combate à violência no ambiente escolar.
De acordo com o ministro Aloizio Mercadante, oito universidades também vão colaborar com o projeto. Entre os temas que serão trabalhados dentro das escolas estão enfrentamento às drogas, gravidez precoce, homofobia, racismo, discriminação, bullying e bullying eletrônico (feito por meio das redes sociais).
“Temos estimado em torno de 8 mil jovens, meninos e meninas, que voltam para casa com todo tipo de constrangimento e que muitas vezes são vítimas de bullying na escola. Precisamos tratar esses temas com responsabilidade e cuidado, mas enfrentá-los no sentido de respeito à diversidade, ao outro, a valores como os direitos humanos. Os professores e alunos também precisam aprender a solução dos conflitos por meio de diálogo”, disse o ministro.
Segundo Mercadante, o trabalho de campo será feito em todo o País. “Vamos trabalhar em todas as regiões do País, nos vários níveis do processo educacional - com pais, alunos e professores - e elaborar materiais pedagógicos, programas de prevenção e subsídios para aprimorar a prática pedagógica e criar uma escola mais atrativa, feliz, respeitosa e pacífica.”
O projeto, de acordo com o ministro, terá início em breve. “Em duas semanas estaremos iniciando o processo de trabalho, mas eu diria que o desenvolvimento pleno desse trabalho é para 2013.”
A expectativa do ministro é que, com esse projeto, os “professores tenham mais subsídios e melhores condições para lidar com esses desafios”. Os novos materiais didáticos, voltados para o combate da violência nas escolas, estará disponível logo após a pesquisa de campo ser finalizada. Também será desenvolvido um trabalho de formação de professores para trabalhar com esses temas nas escolas.
Para Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e conselheiro do Conselho Nacional LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), a parceria é positiva.
“Vejo com bons olhos a ampliação dessa parceria. É fundamental não só para a questão da homofobia como também para a que envolve drogas, bullying etc. É fundamental que a escola seja um lugar seguro para que as pessoas possam estudar, não sejam discriminadas e não sofram a violência que muitas vezes faz parte do cotidiano escolar”, falou.
Segundo Reis, a escola é um dos ambientes mais importante para que esse trabalho seja desenvolvido. “A escola é um momento em que as pessoas convivem e as pessoas têm que aprender a respeitar o outro e esse outro pode ser evangélico, católico, ateu, de uma religião africana, judeu ou indígena, mas as pessoas têm que aprender a respeitar o ser humano como um todo”, disse.
Durante a 2.ª Mostra Nacional de Práticas de Psicologia, que ocorre até o dia 22 no Anhembi, em São Paulo, o presidente do conselho, Humberto Verona, anunciou também uma parceria entre o órgão e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República para ajudar na criação de comitês de combate à homofobia em todos os estados brasileiros.

Fonte: ESTADÃO