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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Prova Brasil vai avaliar Ciências a partir deste ano



Direcionado a alunos do 5º e do 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do médio.
O governo federal vai introduzir neste ano, de forma amostral, questões de ciência na Prova Brasil, afirmou em entrevista ao Estado o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Hoje, o exame, que é aplicado aos alunos de 5.º e 9.º ano do ensino fundamental e 3.º ano do ensino médio das redes públicas do País, avalia português e matemática.
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Conheça dez jogos educativos online gratuitos


A lista reúne games voltados a todas as faixas etárias, que auxiliam no aprendizado e na formação integral dos sujeitos.
Professores e especialistas na área já perceberam que educar vai muito além dos clássicos giz e lousa da sala de aula. Utilizar jogos digitais que aliam aspectos lúdicos a conteúdos pedagógicos pode auxiliar tanto no processo de aprendizagem das disciplinas tradicionais, quanto no desenvolvimento integral dos alunos. Não à toa, escolas de todo o mundo têm incluído os games no currículo dos mais variados níveis de ensino.
Para estimular o contato com essa ferramenta educativa, o Portal Aprendiz preparou uma lista com os finalistas nacionais nas premiações do setor e com os principais destaques do exterior, com a ajuda do pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) e diretor da Games For Change, rede internacional que defende o potencial socialmente transformador dos jogos digitais, Gilson Schwartz. Confira!
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Menos da metade dos professores de escolas públicas leem no tempo livre


Por Mariana Tokarnia, da Agência Brasil
Levantamento mostra que 45% dos professores leem sempre ou quase sempre, 21% o fazem eventualmente e 34% nunca ou quase nunca.
Um cabo de vassoura que era capaz de falar e sentir era o protagonista do primeiro livro lido pela então adolescente Denise Pazito. Hoje, professora e pedagoga no Espírito Santo, ela fala da experiência em seu blog. “O livro foi indicado pela escola. Provavelmente, eu estava no 4° ou 5° ano. Ele se chamava Memórias de um Cabo de Vassoura e o seu autor era Orígenes Lessa. Professora inspirada a minha. Acertou na mosca. Uma história encantadora. Me encantou pelo mundo das letras.”
Mas assim como são capazes de encantar, os professores têm em suas mãos o poder de desencantar, não por intenção, às vezes por desconhecimento. Uma pesquisa feita pelo QEdu: Aprendizado em Foco, uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann., organização sem fins lucrativos voltada para educação, mostra que menos da metade dos professores das escolas públicas brasileiras tem o hábito de ler no tempo livre.
Baseado nas respostas dadas aos questionários socioeconômicos da Prova Brasil 2011, aplicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e divulgados em agosto do ano passado, o levantamento do QEdu mostra que dos 225.348 professores que responderam à questão, 101.933 (45%) leem sempre ou quase sempre, 46.748 (21%) o fazem eventualmente e 76.667 (34%), nunca ou quase nunca.
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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Pesquisa revela como os jovens têm usado as novas tecnologias

Wilson Dias/AgBr
Celular é tela de convergência por excelência, segundo pesquisa.

Flávio Aquistapace 

Para mapear usos e hábitos de consumo das novas gerações diante das tecnologias da informação e comunicação digitais no Brasil, a Fundação Telefônica, junto ao Ibope e a Escola do Futuro (USP) realizou a pesquisa “Gerações Interativas Brasil – Crianças e Jovens diante das Telas”.
Os dados, coletados entre 2010 e 2011, junto a 18 mil crianças e jovens, com idades entre 6 e 18 anos, confrontam informações sobre as formas de uso e acesso diante de quatro telas: TV, celular, internet e videogames. O levantamento leva em conta ainda as regiões do país, a faixa etária, o sexo e o meio - rural ou urbano.
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Pesquisa revela como os jovens têm acessado e usado novas tecnologias

Flávio Aquistapace - 05/12/12

Celular é tela de convergência por excelência, segundo pesquisa.
Para mapear usos e hábitos de consumo das novas gerações diante das tecnologias da informação e comunicação digitais no Brasil, a Fundação Telefônica, junto ao Ibope e a Escola do Futuro (USP) realizou a pesquisa “Gerações Interativas Brasil – Crianças e Jovens diante das Telas”.
Os dados, coletados entre 2010 e 2011, junto a 18 mil crianças e jovens, com idades entre 6 e 18 anos, confrontam informações sobre as formas de uso e acesso diante de quatro telas: TV, celular, internet e videogames. O levantamento leva em conta ainda as regiões do país, a faixa etária, o sexo e o meio - rural ou urbano.
De acordo com a pesquisa, o celular representa a tela de convergência por excelência. Pela ordem, os entrevistados declararam que utilizam o aparelho para: falar (89,5% dos jovens); mandar mensagens (60,8%); ouvir música ou rádio (60,6%); como relógio e despertador (57,2%); jogar (49,2%),  como calculadora (45%); para fazer fotos (42,9%); gravar vídeos (40,9%); ver fotos e vídeos (40,3%); usar a agenda (38,4%); baixar arquivos (22,5%); assistir TV (22,1%); bater papo (20,8%); e navegar na internet (19%).
Já a internet é usada para tarefas escolares, compartilhar músicas, vídeos, fotos, ver páginas na web, utilizar redes sociais, bater papo e usar email. Um total de 11,1% dos jovens relatam que aprenderam a navegar com um professor.
Os números revelam que as diferenças socioeconômicas entre as regiões brasileiras impactam na posse e acesso a esses recursos. Observou-se que, enquanto a presença de computadores domésticos atingiu 70,4% das crianças do Sudeste e 55,1% das residentes no Sul, no Norte e Nordeste esse número cai para 23,6% e 21,2%, respectivamente.
Publicação
Num total de oito capítulos, o levantamento traz também parte do referencial teórico abordado pela pesquisa. Em um de seus capítulos, termos ainda pouco usados no Brasil são explicados, entre eles, “Literacia” (“conjunto de competências relacionados à leitura, escrita e cálculo nas mais diferentes formas de representação”) e “Grafocêntrico” (“diz respeito ao estado ou condição no qual se considera a escrita como centro das atividades da produção e disseminação do conhecimento”).
Entre os tópicos abordados, estão desde perguntas ligadas a posse dos equipamentos, a percepção do tempo gasto com cada instrumento de acesso, e também sobre as mediações dadas pelos contextos de uso, como o envolvimento de pais e famílias, com recomendações de uso, até o acesso à infraestrutura dado por cada região. O nível de engajamento das escolas e o papel dos professores na assimilação das tecnologias digitais pelos alunos também foram abordados

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Tecnologias na Educação: entre inovação e panaceia



As crianças e os jovens encontram nas novas tecnologias os recursos necessários para o processo de aprendizagem.
Desde que o computador se tornou pessoal e a rede mundial, muito se fala sobre uma revolução iminente na educação – educação entendida como sistema escolar. O fato é que já estamos há duas décadas neste processo e o sistema de ensino pouco se afetou. Mas este baixo impacto da revolução tecnológica no ensino escolar não passou incólume – a cada dia, mais e mais se fala do fracasso do sistema, do descrédito da profissão de ensinar, da indisciplina dos estudantes. Os dois fenômenos – a revolução tecnológica e o fracasso do sistema escolar – estão ligados: a nova geração tem uma forma de pensar, agir, se comunicar e relacionar que não encontra ressonância no modelo escolar.
As crianças e os jovens encontram nas novas tecnologias os recursos necessários para o processo de aprendizagem. Não se trata de conteúdos, mas sim de estímulo à curiosidade, de diversão, de oportunidades para que se percebam autores, de diálogos múltiplos, de desafios constantes, de aventura. É assim que saem da passividade da sala de aula para o engajamento nas redes sociais.
O potencial das tecnologias para a inovação na educação está no reconhecimento desta inversão radical no papel do estudante, de objeto para sujeito da aprendizagem.  Quando a tecnologia entra no sistema de ensino sem isso, torna-se panaceia, remédio para a cura de todos os males, uma forma de dourar a pílula amarga da escola: o ambiente onde predomina a hostilidade entre estudantes e professores, os conteúdos descontextualizados, o ensino burocratizado, o desânimo generalizado.
A tecnologia na educação é panaceia quando, ao invés de apostar na revolução empreendida pela hipermídia, com sua estrutura reticular, transversal, que favorece a exploração e a curiosidade, reproduz no mundo digital a forma enciclopédica, com sua coletânea de verbetes e fascículos que se empilham e acumulam mantendo a estrutura linear das notas, séries, disciplinas e aulas.
A tecnologia na educação é panaceia quando, ao invés de promover a autoria do estudante no processo de aprendizagem, reproduz na forma digital a estrutura das aulas centradas no saber dos professores. Ver uma aula filmada pode ajudar o aluno a reter conteúdos, superando a relação hostil que marca a sala de aula real e dando-lhe a oportunidade de pausar e voltar, mas está longe de promover efetivo aprendizado.
A tecnologia na educação é panaceia quando, ao invés de envolver os jovens em desafios reais como a colaboração coletiva em larga escala para uma nova descoberta ou para a disseminação de uma nova atitude, reproduz a artificialidade da sala de aula em games onde os riscos e as decisões a serem tomadas são todos controlados e limitados.
A tecnologia é inovadora na educação quando potencializa o autoaprendizado e as formas colaborativas de produção de conhecimento. A tecnologia é pílula dourada quando usada como ferramenta para reter conteúdos definidos externamente, ou para reproduzir no ambiente virtual um simulacro do real, assim como se faz em sala de aula. Nesta medida, quando reduzida a vídeos de aulas ou games de determinados conteúdos, a tecnologia aplica-se perfeitamente adoçar os amargos exames baseados em testes de múltipla escolha, por exemplo, tornando menos desagradável a tarefa de estudar conteúdos que não interessam às crianças e aos jovens. Mas, a tecnologia será inovadora quando for usada para avaliação da aprendizagem significativa em outras bases, que favoreçam a criatividade, o pensamento e a atitude críticos.
Em resumo, a tecnologia é inovadora na educação quando promove a transformação nas dimensões de tempo, espaço e relacionamento humano no ambiente educativo. Se as tecnologias da informação são usadas dentro das quatro paredes da sala de aula, nos horários fracionados das aulas, na abordagem especializada das disciplinas, sob autoridade do professor e voltadas para avaliações lineares e episódicas, então elas não aportam inovação e sim, reforço da mesma estrutura desgastada e distante das novas gerações.
O potencial revolucionário da tecnologia está dado. Hoje são milhões de pessoas conectadas no mundo todo, inclusive no Brasil, e novos aplicativos estão possibilitando cada vez mais o desenvolvimento da criação colaborativa, sob demanda, online, digital, móvel e inteligente.
As decisões a serem tomadas na educação devem considerar este fato e suas decorrências: as desigualdades em termos de autoria e difusão de ideias entre os que programam e os que não programam; a questão da validação dos conteúdos – se é um corpo editorial ou a comunidade de usuários, o que implica a necessidade de criação de uma massa crítica para fontes difusas; o uso da tecnologia para a promoção em escala da educação de qualidade. Estas são as questões decorrentes dos aspectos realmente inovadores das tecnologias na educação.