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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Memória que atravessa gerações






GEORGIA (EUA) Um estudo divulgado pela publicação científica “Nature Neuroscience” mostra que o comportamento humano pode ser alterado de acordo com eventos traumáticos sofridos por gerações anteriores. De acordo com informações da BBC, esses traumas podem afetar o DNA no espermatozoide, causando alterações sensoriais no cérebro.

A análise provou que ratos treinados para evitar determinado cheiro acabaram transmitindo para seus netos a sensação de aversão ao odor. Segundo especialistas ouvidos pela BBC, além da fobia, a pesquisa também apresenta resultados concretos no que diz respeito à ansiedade.
No estudo, os ratos foram treinados para se indisporem a um cheiro semelhante ao de uma flor de cerejeira. Na sequência, a equipe da Escola de Medicina da Universidade de Emory, nos Estados Unidos, olhou para o que estava acontecendo dentro do espermatozóide.
Ficou constatado que uma seção do DNA responsável pela sensibilidade ao cheiro apresentou resultado mais ativo. Assim, os descendentes dos ratos se tornaram extremamente sensíveis ao aroma da flor – mesmo nunca tendo sentido aquele perfume antes. Mudanças na estrutura do cérebro também foram encontradas.
O relatório do estudo concluiu que “as experiências de um pai podem influenciar o funcionamento do sistema nervoso das gerações posteriores”, apontou a BBC. A pesquisa também concluiu que o ambiente pode afetar a genética de um indivíduo – e que essas mudanças podem ser repassadas para as gerações seguintes.
O professor Marcus Pembrey, do University College London, contou à BBC que os resultados foram relevantes para características como fobia, ansiedade e transtornos de estresse pós-traumático. “Eu suspeito que não será mais possível entender o aumento de distúrbios neuropsiquiátricos, obesidade, diabetes ou distúrbios metabólicos sem que façamos uma abordagem de várias gerações”, aponta.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Meditação Pode Ajudar Criança a Se Concentrar Melhor, Diz Estudo

Estudo da Universidade de
Cambridge mostra que ensinar
meditação às crianças é positivo
Relax News

Os benefícios da meditação têm se tornado objeto de novas pesquisas que revelaram o seu poder de curar, reduzir vícios e até mesmo de tornar uma pessoa mais empática. Agora, um estudo da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, aponta que apresentar às crianças alguns ensinamentos dessa prática pode ajudá-las a se concentrar melhor.
Uma pesquisa apresentada no dia 6 de setembro de 2013 na Conferência Anual de Psicologia Cognitiva do Desenvolvimento da Sociedade Britânica de Psicologia em Reading, na Inglaterra, descobriu que um curso de formação de curta duração pode ajudar as crianças a evitar as distrações e a se concentrar mais.
Os pesquisadores recrutaram 30 crianças (meninos e meninas com idades de 10 e 11 anos) para participar de um curso de concentração como parte de seu currículo escolar.
Os pesquisadores avaliaram os efeitos do curso através de questionários e dos níveis de atenção das crianças, medidos por meio de um jogo de computador projetado especificamente para esta finalidade. Eles monitoraram mudanças na atenção ao longo de um intervalo de nove meses.
"A capacidade de prestar atenção na aula é fundamental para o sucesso na escola", diz o pesquisador Dominic Crehan. "A concentração parece ter um efeito só depois de um curso de meditação de curta duração, que as crianças gostaram".
Os pesquisadores acreditam que ainda são necessárias mais pesquisas, mas os resultados mostram que a prática pode ser importante para ajudar crianças com dificuldades de atenção, como o déficit de atenção e hiperatividade, diz Crehan.
Fonte: Uol Mulher