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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Perseverança pode elevar desempenho escolar em 30%


Pesquisa mostra que características pessoais como determinação e autocontrole têm influência direta no aprendizado

Por Bianca Bibiano



Perseverança, autocontrole e determinação podem elevar o desempenho de estudantes em até 30%. A conclusão é de um estudo divulgado pelo Instituto Ayrton Senna (IAS) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo a pesquisa, alunos do ensino médio que apresentam mais determinação, por exemplo, do que seus pares de turma obtêm melhor desempenho em matemática.
A pesquisa cruzou resultados da prova do Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Saerj), que mede o desempenho em matemática e português, com dados obtidos através de um relatório aplicado a cerca de 25.000 alunos, que traçou um perfil socioemocional dos estudantes. De acordo com os resultados, um aluno mais disciplinado fica, em média, quatro meses e meio adiante de um colega desmotivado no calendário escolar, ainda que ambos tenham a mesma "raça" e idade e condição econômica e familiar semelhantes.
Com base na experiência de outros países, como Suécia e Noruega, além dos resultados obtidos com alunos do Rio de Janeiro, a OCDE afirma que as características pessoais precisam ser mais bem trabalhadas nas escolas. Segundo a instituição, elas contribuem não só no aprendizado, mas também se refletem na vida fora da escola e podem influenciar no mercado de trabalho.
"O desenvolvimento dos aspectos socioemocionais desde os primeiros anos da educação infantil até o ensino médio é essencial para melhorar o desempenho escolar e deve pautar as discussões dos países sobre seus currículos e formação de professores", destacou Yves Leterme, secretário-geral da OCDE, durante o lançamento da pesquisa.
Diante desses dados, o Ministério da Educação (MEC) decidiu financiar bolsas de estudo de doutorado e mestrado para embasar a formação de professores nessa área. "Precisamos entender melhor a influência desses fatores na escola e definir os parâmetros de ensino para depois definir como essas competências serão medidas e como vão influenciar indicadores de qualidade como o Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira]", afirmou Chico Soares, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais.
A pesquisa também reforçou a constatação de que o ambiente familiar é fator central no desenvolvimento das características pessoais. Crianças que têm mais acesso à literatura em casa, por exemplo, conseguem controlar melhor seus impulsos, tornam-se mais persistentes e avançam 20% a mais na escola que os demais estudantes.
“Os aspectos socioemocionais começam a se desenvolver antes mesmo do nascimento. Por isso, precisamos pensar a partir de agora em políticas públicas que não só ajudem os professores, mas que também abram espaço para a maior participação familiar no desenvolvimento do caráter desses estudantes”, afirma Jorge Almeida Guimarães, presidente da Capes.

sábado, 5 de abril de 2014

Baixo grau de instrução dos pais interfere no desempenho escolar dos filhos

Pesquisa inédita no Brasil analisa o comportamento e a saúde mental da população infanto-juvenil

Por Nathalia Goulart


No Brasil, quase 15 milhões de pessoas com mais de 15 anos são analfabetas. Esta realidade interfere diretamente no desempenho escolar de crianças e adolescentes, segundo levantamento apresentado nesta sexta-feira pelo Projeto Atenção Brasil, que, pela primeira vez, analisou o comportamento e a saúde mental da população infanto-juvenil brasileira. 
De acordo com a pesquisa, filhos de pais analfabetos ou que não terminaram o ensino fundamental têm uma chance até 480% maior de ter baixo desempenho escolar quando comparados a filhos de pais com curso superior completo. Segundo os pesquisadores, a explicação para a essa influência está no estímulo que as crianças recebem dentro de casa. 
“Nossos filhos se espelham em nós. Como querer que um filho leia, se os pais não lerem? O cérebro da criança é uma cidade com ruas e avenidas abertas, se não são utilizadas, estimuladas, essas vias se fecham, e se fecham para sempre”, explica Marco Antonio Arruda, neurologista da infância e adolescência e coordenador do Projeto Atenção Brasil. “Sem estímulo para a cultura e o saber, nossos filhos terão mais dificuldade para desenvolver o senso do belo”. 
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o índice de analfabetismo quando consideramos os analfabetos funcionais – aqueles com apenas quatro anos de estudos completos – sobe para 23,5%. Em relação ao entrevistados pelo Projeto Atenção Brasil, 20,1% dos chefes de família são analfabetos ou não terminaram o curso primário, 20,5% têm o curso primário completo ou o ginasial incompleto, 18,3% o ginásio completo ou o colegial incompleto, 31,3% o colegial completo ou o curso superior incompleto e apenas 9,7% o curso superior completo. 
Mauro de Almeida, neurologista e pesquisador, analisa a influência dos pais na educação dos filhos: “A cultura é um fator fundamental para a saúde mental e a cultura e a educação estão intimamente ligadas. Pessoas com problemas culturais – agravados pela problemática econômica e social – tendem a ter uma família que reflete essas mesmas características”, opina o médico. 
Para evitar que o baixo grau de instrução dos pais interfira diretamente na educação dos filhos, os médicos recomendam o estímulo contínuo à educação. “Os pais podem até ter pouco estudo, mas bem orientados eles podem fazer com que os filhos entendam a importância da escola”, acredita Almeida. 
O Projeto Atenção Brasil foi desenvolvido pelo Instituto Glia, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, com a colaboração de pesquisadores da Universidade La Sapienza (Roma) e do Albert Einstein College of Medicine (EUA). Os pesquisadores entrevistaram pais e professores de 9.149 crianças e adolescentes entre 5 e 18 anos frequentando classes regulares do 1º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio em escolas particulares e públicas, de zona urbana e rural das cinco regiões do país. A partir dos resultados, foram identificados fatores de risco para a saúde mental e o desempenho escolar dessa parcela da população.
A amostra final da pesquisa foi de 5.961 crianças e adolescentes, pois foram considerados apenas os questionários completos, respondidos por pais e professores. O resultado da pesquisa será apresentado no III Congresso Aprender Criança, que acontece entre os dias 6 e 8 de agosto, em Ribeirão Preto (SP). 
Fatores de risco – Além do capacidade de grau de escolaridade dos pais, o Projeto Atenção Brasil identificou outros fatores de risco que contribuem para o baixo desempenho escolas de crianças e adolescentes. Comparando-se meninos e meninas, eles têm 67% mais chances de obter notas baixas na escola que elas. Já entre crianças e adolescentes, os mais velhos apresentam 57% mais chances de obter mal desempenho que os mais novos. O uso de tabaco (74%) e álcool (47%) durante a gestação da criança também atrapalham na hora de garantir um bom desempenho na escola.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Revista Veja com a Professora Naira Lemos



Confira a matéria da Revista Veja sobre o uso dos jogos no processo de aprendizagem. 
O mais especial, é o depoimento da nossa querida professora Naira Lemos, da E. M. Alzira Araújo, que também é educopedista veterana da família de matemática.

Confira toda a matéria no link a seguir:




É muito bom ler notícias assim!

Parabéns a Direção e Equipe da E. M. Alzira Araújo!



Att,

José Mauro
Coordenador I