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terça-feira, 27 de maio de 2014

Aberta a inscrição para 5ª Jornada Pedagógica da Educação Infantil




A Secretaria Municipal de Educação realiza até sexta-feira, dia 30 as inscrições para a V Jornada Pedagógica de Educação Infantil.
 
A atividade, que acontece de cinco a dez de junho, vai apresentar o tema “Educação Infantil: O pedagógico de tudo e de todos”.

A proposta é integrar a vida e arte, propondo rodas de conversa em torno de produções cinematográficas que encaminhe à infância, em diferentes tempos históricos e disposições espaciais. Também será disponibilizado um módulo de estudos visando à integração da rede em torno do planejamento.

A formação é destinada a todos os profissionais de creches, Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDIs) e pré-escolas da rede pública municipal.

Os responsáveis por alunos matriculados nas creches e escolas da rede municipal de ensino também poderão participar do evento. Dessa forma, o convite à discussão de questões relacionadas à primeira infância e à observação sobre novas práticas pedagógicas é estendido aos pais e mães dos alunos de Educação Infantil.

As inscrições poderão ser realizadas clicando aqui.


Conheça o comunicado na íntegra.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Nova Escola - Emilia Ferreiro - Leitura e Escrita na Educação Infantil


A especialista em alfabetização Emilia Ferreiro participou da série Grandes Diálogos, promovida por Nova Escola. Neste vídeo, Emilia fala sobre a leitura e escrita na Educação Infantil.





quarta-feira, 13 de março de 2013

Palestra “Diálogo para Educadores” para professores da Rede Municipal de Ensino no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista




Circular E/SUBE/CED nº 20                                      
 Rio de Janeiro,  13  de   março  de  2013.

 Assunto: Divulgação de Palestra “Diálogo para Educadores” para professores da Rede Municipal de Ensino no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista                                 

 Sr(a). Coordenador(a) de  E/SUBE/CRE

                                     Sr(a). Gerente de E/SUBE/CRE/GED


        A Secretaria Municipal de Educação, por meio da E/SUBE/CED/Extensividade, em parceria com o Museu Nacional do Rio de Janeiro, divulga a palestra “Diálogo para Educadores”, a ser realizado no mês de março, Museu Nacional da Quinta da Boa Vista – Auditório Roquete Pinto  – Rio de Janeiro –  Quinta da Boa Vista, s/nº, São Cristóvão.

 2.    A ação têm por objetivo  oportunizar relações entre o Museu  x Escola, além de uma visita guiada às exposições do Museu Nacional  do Rio de Janeiro.

3.    Este Encontro, sem ônus para a SME, será oferecido para professores do Ensino Fundamental (PI e PII) e Coordenadores Pedagógicos, fora do horário de trabalho, no, Museu Nacional da Quinta da Boa Vista – Auditório Roquete Pinto  – Rio de Janeiro – Quinta da Boa Vista, s/nº, São Cristóvão. 

As inscrições deverão ser realizadas na E/SUBE/CRE/GED. As turmas serão organizadas de acordo com o cronograma abaixo:


Turma 1- dia 26 de março de 2013 – 8h às 11h30min
                         4ª CRE - 10 (dez) vagas
                          5ª CRE - 10 (dez) vagas
                          6ª CRE - 10 (dez) vagas
                          CREJA -  1 (uma) vaga
                          11ª CRE – 9 (nove) vagas

Turma 2 – dia 28 de março de 2013 – 8h às 11h30min
                           1ª CRE - 10 (dez) vagas
                           2ª CRE - 10 (dez) vagas
                           7ª CRE - 10 (dez) vagas
                           3ª CRE - 10 (dez) vagas

Turma 3 – dia 28 de março de 2013 – 13h às 16h30min
                           10ª CRE - 10 (dez) vagas
                            9ª CRE – 15 (quinze) vagas
                            8ª CRE – 15 (quinze) vagas 

4.       Os professores inscritos deverão preencher a ficha de inscrição, anexo I *, e enviá-lo para o e-mail: museu.virtual@mn.ufrj.br, aos cuidados do Prof. Antônio Ricardo.

 5.    Serão, portanto, 40 (quarenta) professores em cada uma das 03 (três) turmas, perfazendo um total de 120 (cento e vinte) professores atendidos.

 6.       Solicitamos que cada E/SUBE/CRE e a Gerência de Educação de Jovens e Adultos envie o anexo II (Relação nominal de professor por CRE) por meio do e-mail: extensividade@rioeduca.net, com cópia para krisnasantos@rioeduca.net, até o dia 22/3/2013.

 7.     Ressaltamos especial atenção ao comparecimento dos professores (as) inscritos(as), devendo ser, necessariamente, providenciada a substituição do professor que porventura apresente dificuldade de participação.

 8.    Para o agendamento das visitas guiadas ao Museu Nacional esclarecemos que o transporte  será de responsabilidade de cada Unidade Escolar e da Coordenadoria Regional de Educação dentro das suas possibilidades.

Atenciosamente,

Marcia Regina Vinchon M. Sandins
Assistente II - E/SUBE/CED-Extensividade
Mat. 12/138.010-4


                                                             Gloria Antonieta Macedo
                                                          Assessora III  da E/SUBE/CED
                                                                   Mat. 11/113213-3  


*O Anexo I deve ser procurado na direção da sua Unidade Escolar.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Lista dos Principais Prêmios em Educação do Brasil




Há diferentes premiações nas quais podem participar alunos, educadores e gestores

Carolina Vilaverde

Da Redação do Todos Pela Educação

As premiações na área de Educação podem ser importantes instrumentos de mobilização de alunos, docentes e gestores escolares. Além disso, cumprem outro papel: o de valorizar os bons profissionais e reconhecer aqueles que se dedicaram. Por isso, o Todos Pela Educação fez uma lista das principais premiações do País.


EDUCADORES


O Prêmio Professores do Brasil é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e de instituições parceiras, que busca reconhecer a contribuição dos docentes da rede pública para a melhoria da qualidade da Educação Básica.
O concurso seleciona as melhores e mais criativas experiências pedagógicas desenvolvidas pelos professores da rede pública de ensino e que tenham êxito no enfrentamento de situações-problema. O objetivo é resgatar e valorizar o papel dos professores como agentes fundamentais no processo de formação das novas gerações.


Criado em 1998 com o objetivo de identificar docentes que adotam boas práticas em sala de aula, o Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 pretende valorizar os bons educadores e disseminar em todo o Brasil a profissionalização da carreira docente.
A cada edição, mais de 4 mil professores, diretores escolares e coordenadores pedagógicos inscrevem seus trabalhos, em diferentes áreas de conhecimento. Uma comissão selecionadora, composta pro profissionais renomados em didática do ensino, analisa os trabalhos recebidos e escolhe dez Professores Nota 10 e um Gestor Nota 10.


O Prêmio Viva Leitura, criado em 2005, é uma iniciativa do MEC, do Ministério da Cultura e da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) para estimular e reconhecer as melhores experiências que promovam a leitura no País.
Ele faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e pretende colaborar para democratizar o acesso à literatura, para fomentar a formação cidadã e para apoiar a criação e a produção literária.


O Prêmio Arte na Escola Cidadã pretende reconhecer e evidenciar experiências educativas de qualidade no ensino da arte. Desde 2000, ele premia e documenta boas práticas de professores dessa disciplina no Ensino Infantil, Fundamental, Médio e na Educação de Jovens e Adultos (EJA) em todo o País.
A premiação é uma iniciativa do Instituto Arte na Escola, organização social fundada em 1989, que tem como objetivos incentivar e qualificar o ensino da arte por meio da formação continuada de docentes da Educação Básica.

Prêmio Microsoft Educadores Inovadores

Com o objetivo de reconhecer os melhores projetos educacionais que utilizam a tecnologia para melhorar a qualidade do ensino, foi criado o Prêmio Microsoft Educadores Inovadores.
O concurso já recebeu mais de 2 mil projetos de todas as regiões do País e pretende incentivar o desenvolvimento de ações de incorporação das tecnologias em atividades que melhorem o desempenho escolar dos estudantes.

GESTORES


Desde 1998, o Prêmio Gestão Escolar seleciona experiências bem-sucedidas na gestão de escolas públicas brasileiras. Após as inscrições, comitês estaduais avaliam as escolas inscritas e escolhem as representantes de cada estado. Depois da seleção estadual, são escolhidas seis escolas que concorrem ao título de “Escola Referência Brasil”.
Podem participar da premiação quaisquer instituições de ensino de Educação Básica das redes públicas estaduais e municipais de todo o Brasil.


Realizado uma vez por ano, o Prêmio Escola Voluntária tem por objetivo divulgar, incentivar e premiar instituições de ensino responsáveis por projetos que estimulem o trabalho voluntário entre os alunos.
O voluntariado deve ser em prol de uma comunidade com a participação de alunos do 9º ano do Ensino Fundamental ou de qualquer série do Ensino Médio.

ONGs


O Prêmio Itaú Unicef reconhece e estimula o trabalho de ONGs, que contribuem para a Educação integral de alunos brasileiros, em articulação com as políticas públicas de ensino e assistência social. É uma iniciativa da Fundação Itaú Social e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que acontece a cada dois anos, desde 1995.
Podem ser inscritos projetos socioeducativos, de atendimento direto a crianças, adolescentes e jovens entre 6 e 18 anos, planejados e executados por organizações não governamentais, sem fins lucrativos, constituídas e com sede no território nacional.

ALUNOS

Diversas premiações são voltadas ao incentivo dos estudantes. A maior parte delas tem a forma de olimpíadas. A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) é um exemplo e, em 2011, teve mais de 18,7 milhões de alunos inscritos em 44.691 escolas. Veja abaixo a lista das olimpíadas e premiações:



Gerência de Educação
E/SUBE/9ª Coordenadoria Regional de Educação


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

MEC Vai Reeditar Conjunto de Obras de Grandes Educadores


Terça-feira, 04 de dezembro de 2012 - 16:17

Ao participar de evento no Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro, Mercadante propõe o resgate do espírito do manifesto assinado nos anos 30 por grandes educadores brasileiros (Foto: Gabriel Telles) O Ministério da Educação vai republicar um conjunto de obras de grandes educadores e pensadores brasileiros, entre eles, Paulo Freire, Cecília Meireles, Fernando Azevedo e Darcy Ribeiro. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 4, pelo ministro Aloizio Mercadante, durante o evento O Manifesto dos Pioneiros da Educação e sua Atualidade na Política Educacional no Brasil, em comemoração ao 80º Aniversário do Manifesto dos Pioneiros da Educação, no Palácio Tiradentes, Rio de Janeiro.

Organizado pelo Fórum de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro e pela Associação Brasileira de Educação (ABE), com o apoio do MEC, o objetivo do evento é revalidar, em uma carta-compromisso, os princípios registrados no documento do manifesto, assinado em 1932, e promover um novo acordo pela educação e pela inovação.

Em sua fala, Mercadante destacou a importância do cenário histórico em que o Manifesto dos Pioneiros esteve inserido. “O Manifesto dos Pioneiros nasceu em um momento histórico de grandes transformações no Brasil. Nos anos 20, a cultura já antecipava as mudanças que viriam. A Semana de Arte Moderna e o manifesto antropofágico colocavam na agenda nacional uma identidade própria da nossa cultura. Era uma ruptura muito importante”, relembrou o ministro.

Segundo ele, o projeto educacional proposto no documento da década de 30 está presente até hoje. Na época, 26 educadores, intelectuais e líderes da sociedade civil redigiram e lançaram o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Com diretrizes nítidas, o documento defendia – entre outras coisas – a reconstrução da educação nacional, atribuindo ao Estado papel central na condução das políticas públicas para o setor, além de propor uma escola única, com educação em tempo integral para todos e criação urgente de universidades gratuitas.

“Queremos buscar exatamente este espírito do manifesto, que é o debate da educação, como debate essencial para o país. O que nós queremos ser como sociedade? Como povo? Como nação? A educação tem papel decisivo e continua sendo nosso maior desafio histórico: ter uma educação universal, republicana, que dê oportunidades iguais para todos”, salientou o ministro da Educação.

Avanços – Mercadante também pontuou algumas atividades do MEC nos últimos anos, como avanços na educação infantil, a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o programa Ciência Sem Fronteiras e a criação das cotas. Ele abordou também o aumento de matrículas nas creches. Segundo ele, há 10 anos, somente 9% das crianças brasileiras de 0 a 3 anos estavam matriculadas em creches. Hoje, já são 23%. A meta é chegar a 50%, conforme recomendado internacionalmente.

“O maior desafio das creches é colocar as crianças pobres, especialmente aquelas abaixo da linha da pobreza. A criança que tem o estímulo pedagógico em casa, com pais letrados, ou na creche, ela fala em torno de 12 mil palavras. A criança que não tem fala 4 ou 5 mil palavras quando inicia o processo de alfabetização. A educação infantil é essencial para a alfabetização”, afirmou o ministro, que ainda reforçou a necessidade de alfabetizar as crianças até oito anos, como determina o recém-lançado Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.

Assessoria de Comunicação Social

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Coleção Educadores



Paulo Freire, Anísio Teixeira, Jean Piaget e Antônio Gramsci, dentre outros, fazem parte da Coleção Educadores, ao alcance de todos os interessados no Portal Domínio Público do Ministério da Educação. Ao todo, a coleção reúne 31 autores brasileiros, 30 pensadores estrangeiros e um livro com os manifestos Pioneiros da Educação Nova, escrito em 1932, e dos Educadores, de 1959.
Professores e estudantes de pedagogia e de cursos de licenciatura encontram um ensaio sobre cada autor, a trajetória da produção intelectual na área, uma seleção de textos. Cada publicação tem, em média, 150 páginas. Preparada pelo MEC desde 2006, a coleção integra as iniciativas do governo federal de qualificar a formação inicial e continuada de professores da educação básica pública.
Clique aqui e acesse o material. 

Fonte: Revista Ponto.Com

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Entrevista com Yolanda Reyes


Especialista colombiana em fomento à leitura e formação de leitores diz que a garotada está distante da literatura porque a cultura contemporânea conspira contra tudo o que não tem utilidade imediata.

Beatriz Vichessi, de Belo Horizonte, MG

Para quem insiste no discurso de que os jovens de hoje não gostam de ler, que as novas tecnologias são uma das maiores causadoras desse problema e que esse cenário não tem solução, Yolanda Reyes recomenda analisar melhor e mais a fundo a situação. A começar por observar o que esse público faz, do que gosta e o que diz. A educadora, colunista da revista digital Emília e fundadora dos Instituto Espantapájaros, em Bogotá, na Colômbia, chama a atenção, por exemplo, para os milhares de exemplares de livros de Harry Potter (J. K. Rowling, Ed. Rocco) vendidos no mundo. "Muitos adolescentes gostam de ler. Nós temos de ajudá-los a conhecer esse universo e refinar suas buscas a fim de que conheçam seus gostos e não sigam só o que está na moda", diz. 

Com a experiência de quem também escreve para a garotada (no Brasil, foram publicados, dentre outros títulos infanto-juvenis, Terça-Feira: Quinta Aula e É Terminantemente Proibido, ambos da Editora FTD), a especialista também sugere que, para aproximar os adolescentes dos livros, os educadores trabalhem com leitura para além das atividades escolares. 

Em visita à capital mineira para apresentar uma palestra na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil, Yolanda concedeu a seguinte entrevista a NOVA ESCOLA. 

Para ler a entrevista clique aqui


Fonte: NOVA ESCOLA

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

142º Aniversário de Maria Montessori


Segundo a visão pedagógica da pesquisadora italiana, o potencial de aprender está em cada um de nós.



Frase de Maria Montessori:

"A tarefa do professor é preparar motivações para atividades culturais, num ambiente previamente organizado, e depois se abster de interferir"


Maria Montessori nasceu em 1870, em Chiaravalle, no norte da Itália, filha única de um casal de classe média. Desde pequena se interessou pelas ciências e decidiu enfrentar a resistência do pai e de todos à sua volta para estudar medicina na Universidade de Roma. Direcionou a carreira para a psiquiatria e logo se interessou por crianças com retardo mental, o que mudaria sua vida e a história da educação. Ela percebeu que aqueles meninos e meninas proscritos da sociedade por serem considerados ineducáveis respondiam com rapidez e entusiasmo aos estímulos para realizar trabalhos domésticos, exercitando as habilidades motoras e experimentando autonomia. Em pouco tempo, a atividade combinada de observação prática e pesquisa acadêmica levou a médica a experiências com as crianças ditas normais. Montessori graduou-se em pedagogia, antropologia e psicologia e pôs suas idéias em prática na primeira Casa dei Bambini (Casa das crianças), aberta numa região pobre no centro de Roma. Depois dessa, foram fundadas outras em diversos lugares da Itália. O sucesso das "casas" tornou Montessori uma celebridade nacional. Em 1922 o governo a nomeou inspetora-geral das escolas da Itália. Com a ascensão do regime fascista, porém, ela decidiu deixar o país em 1934. Continuou trabalhando na Espanha, no Ceilão (hoje Sri Lanka), na Índia e na Holanda, onde morreu aos 81 anos, em 1952.

Poucos nomes da história da educação são tão difundidos fora dos círculos de especialistas como Montessori. Ele é associado, com razão, à Educação Infantil, ainda que não sejam muitos os que conhecem profundamente esse método ou sua fundadora, a italiana Maria Montessori. Primeira mulher a se formar em medicina em seu país, foi também pioneira no campo pedagógico ao dar mais ênfase à auto-educação do aluno do que ao papel do professor como fonte de conhecimento. "Ela acreditava que a educação é uma conquista da criança, pois percebeu que já nascemos com a capacidade de ensinar a nós mesmos, se nos forem dadas as condições", diz Talita de Oliveira Almeida, presidente da Associação Brasileira de Educação Montessoriana. Individualidade, atividade e liberdade do aluno são as bases da teoria, com ênfase para o conceito de indivíduo como, simultaneamente, sujeito e objeto do ensino. Montessori defendia uma concepção de educação que se estende além dos limites do acúmulo de informações. O objetivo da escola é a formação integral do jovem, uma "educação para a vida". A filosofia e os métodos elaborados pela médica italiana procuram desenvolver o potencial criativo desde a primeira infância, associando-o à vontade de aprender - conceito que ela considerava inerente a todos os seres humanos.





Ao defender o respeito às necessidades e aos interesses de cada estudante, de acordo com os estágios de desenvolvimento correspondentes às faixas etárias, Montessori argumentava que seu método não contrariava a natureza humana e, por isso, era mais eficiente do que os tradicionais. Os pequenos conduziriam o próprio aprendizado e ao professor caberia acompanhar o processo e detectar o modo particular de cada um manifestar seu potencial.

Por causa dessa perspectiva desenvolvimentista, Montessori elegeu como prioridade os anos iniciais da vida. Para ela, a criança não é um pretendente a adulto e, como tal, um ser incompleto. Desde seu nascimento, já é um ser humano integral, o que inverte o foco da sala de aula tradicional, centrada no professor. Não foi por acaso que as escolas que fundou se chamavam Casa dei Bambini (Casa das crianças), evidenciando a prevalência do aluno. Foi nessas "casas" que ela explorou duas de suas idéias principais: a educação pelos sentidos e a educação pelo movimento.





Escola sem lugar marcado

As salas de aula tradicionais eram vistas com desprezo por Maria Montessori. Ela dizia que pareciam coleções de borboletas, com cada aluno preso no seu lugar. Quem entra numa sala de aula de uma escola montessoriana encontra crianças espalhadas, sozinhas ou em pequenos grupos, concentradas nos exercícios. Os professores estão misturados a elas, observando ou ajudando. Não existe hora do recreio, porque não se faz a diferença entre o lazer e a atividade didática. Nessas escolas as aulas não se sustentam num único livro de texto. Os estudantes aprendem a pesquisar em bibliotecas (e, hoje, na internet) para preparar apresentações aos colegas. Atualmente existem escolas montessorianas nos cinco continentes, em geral agrupadas em associações que trocam informações entre si. Calcula-se em torno de 100 o número dessas instituições no Brasil.

Para pensar

O principal legado da italiana Maria Montessori foi afirmar que as crianças trazem dentro de si o potencial criador que permite que elas mesmas conduzam o aprendizado e encontrem um lugar no mundo. "Todo conhecimento passa por uma prática e a escola deve facilitar o acesso a ela", diz a educadora Talita de Oliveira Almeida. É o que Montessori chamou de "ajude-me a agir por mim mesmo". Outro aspecto fundamental da teoria montessoriana é deslocar o enfoque educacional do conteúdo para a forma do pensamento. As críticas mais comuns ao montessorianismo referem-se ao enfoque individualista e ao excesso de materiais e procedimentos construídos dentro da escola - o que dificultaria a adaptação dos alunos a outros sistemas de ensino e ao "mundo real". Os montessorianos argumentam que, ao contrário, o método se volta para a vida em comunidade e enfatiza a cooperação. E você? Acha que dar atenção individual aos alunos é um modo de contrabalançar a tendência contemporânea à massificação, inclusive do ensino?

Fonte: Educar Para Crescer 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Lançamento de livro em Campo Grande


A professora Aparecida Tiradentes lança seu livro 
Listrinho - Crônicas para Professores, 
na Sede da Sinpro-Rio em Campo Grande.
Você não pode faltar!





sexta-feira, 27 de julho de 2012

ANDREA RAMAL


Conheça o Site da Educadora e Escritora Andrea Ramal




Andrea Ramal é educadora e escritora. Desde muito jovem dedicou-se à educação. Foi professora ao longo de 20 anos, atuando desde alfabetização ao ensino médio e na EJA (Educação de Jovens e Adultos). Implementou programas de formação de professores e gestores escolares em diversos países. Foi consultora do MEC. Doutora em Educação pela PUC-Rio, atua como comentarista sobre o tema na Rede Globo, no Telejornal Bom Dia Rio. É uma das fundadoras da consultoria ID Projetos Educacionais. Membro do Conselho de Desenvolvimento da PUC-Rio e Presidente da Associação de Antigos Alunos dessa universidade. É consultora da Editora LTC (Grupo GEN) para publicações na área de Educação.

 Para saber mais clique aqui


Fonte: Andrea Ramal

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Educador Português José Pacheco




Professor precisa abrir a cabeça, diz educador...


Educador acredita que as inovações só ocorrerão com o fim do ensino transmissivo

22 de maio de 2012

Depois de já ter revolucionado os moldes tradicionais de ensino na Escola da Ponte, o professor português José Pacheco, hoje um estudioso da realidade brasileira, aposta na mudança de mentalidade dos professores e no apoio dos governos para haver inovação em educação. Segundo o educador, é preciso que as iniciativas isoladas que ele tem visto pelo país sejam registradas, avaliadas e incentivadas para não serem perdidas. Mais que isso: os professores devem se dispor a mudar para adotar uma postura mais descentralizada, aberta à reflexão, ao diálogo e à diversidade.
Pacheco se tornou mundialmente conhecido por transformar uma escola pública portuguesa, a Ponte, com uma metodologia ousada: ele acabou com turmas, salas de aula, disciplinas e passou a ensinar conforme a motivação dos alunos. Lá, são os próprios estudantes que se organizam em grupos heterogêneos para estudar os assuntos que lhes interessam, são autônomos para pesquisar, apresentar os resultados para os colegas e, quando se sentem prontos, avisam que podem ser avaliados. O educador já está aposentado, mas sua proposta pedagógica continua sendo aplicada na Ponte e é replicada em vários países, inclusive no Brasil.
Como o senhor definiria inovação em educação?
Os arquivos das universidades estão repletos de teses sobre inovação. Sendo um termo de vasto espectro semântico, eu poderia escolher uma definição qualquer e escrever aqui, mas não farei. Prefiro dizer que, no campo teórico da educação, já tudo foi inventado e que as teses são meras reproduções de teorias… Na prática, aquilo que tem sido considerado inovação não tem sido avaliado e, quase sempre, tem consistido apenas em pequenas mudanças num modelo educacional hegemônico e obsoleto. Esse modelo, dito “tradicional”, aquele em que é suposto ser possível transmitir conhecimento faliu muito tempo atrás.
Nós, brasileiros, somos um povo aberto para inovação?
Sem dúvida que a mistura genética deu origem a um povo criativo. Acompanho algumas práticas embrionárias que provam a capacidade inventiva dos professores brasileiros. São iniciativas que partem de desejos e necessidades sentidas pelos atores locais. Essas práticas (talvez inovadoras) requerem descentralização, questionamento do modelo de relação hierárquica, negociação e contrato, respeito pela diversidade. Tais projetos poderiam constituir-se em oportunidade de mudança, mas o poder criativo não encontra acolhimento junto daqueles a quem compete gerir o sistema. Urge inovar, mas como pode acontecer inovação, se quem decide não tem consciência dessa necessidade?
O que de mais inovador o senhor tem visto pelas suas viagens pelo Brasil?
Tenho visto o trabalho discreto de muitos professores. Um trabalho que talvez mereça ser considerado inovador, mas que, por não ser apoiado pelo poder público, nem avaliado, se perde, quando os professores desistem de querer mudar as escolas, quando desistem de fazer das crianças seres mais sábios e pessoas mais felizes.
Existe mais abertura hoje para projetos que desconstroem a escola tradicional, como a Escola da Ponte ou a Educação Ativa?
Existe abertura por parte de educadores atentos à tragédia educacional brasileira. Há dados que mostram que há alunos que chegam ao ensino médio analfabetos ou incapazes de fazer uma interpretação de texto.
As escolas se converteram ao mundo digital, mas mantêm e reforçam práticas de ensino obsoletas, o improviso e o imediatismo das “novas” práticas faz prosperar o insucesso. Urge instituir novas e autonômicas formas de organização das escolas, mas também recuperar práticas antigas, sem a tentação de clonar a escola da Ponte ou adotar modismos.
Há muitos educadores com um estatuto social degradado, mal remunerados, mas que não desistem de desconstruir o modelo tradicional, de tentar melhorar, melhorando a escola. Eles sabem que o Brasil progredirá através da educação. Mas não aquela educação de que é feita a retórica de político…
Onde estão as principais barreiras para inovar? Nas escolas, entre professores, governantes, pais ou alunos?
A mudança em educação é um processo complexo e moroso: para grandes metas, pequenos passos. Urge buscar uma escola do conhecimento e abandonar um ensino meramente transmissivo, fomentar a organização do acesso à informação e a aprendizagem do uso do conhecimento.
A mudança das instituições passa pela transformação das pessoas que as mantêm. Estabeleça-se uma práxis pautada numa ética da responsabilidade e numa relação dialógica. Que se recuse ideias feitas e se escape à síndrome do pensamento único.
A formação dos professores é deficiente. As escolas são geridas numa racionalidade administrativa e burocrática. Mas o principal obstáculo é o professor, quando assume que o ato de educar é um ato solitário, quando recusa reelaborar a sua cultura pessoal e profissional, no exercício da convivencialidade.
Fonte: Estadão 

domingo, 6 de maio de 2012

DIA NACIONAL DA MATEMÁTICA



Dia 06 de maio comemoramos o dia da Matemática e o blog da 9ª CRE não poderia deixar esta data passar em branco. 
Quem não se lembra de seus professores de matemática? 
Por um motivo ou por outro, por amar ou odiar sempre lembramos dela (da matemática) de uma maneira intensa.

Conheça agora a história desta data:

No dia 06 de maio de 1895 nasceu Júlio César de Melo e Souza, mais conhecido como Malba Tahan. Escritor e professor de Matemática, ele é autor de inúmeras obras literárias, dentre elas O Homem que Calculava, que relata as enigmáticas histórias de um calculista repleto de estratégias matemáticas na resolução de problemas cotidianos.



Em referência a Júlio Cesar de Melo e Souza, o Dia Nacional da Matemática é comemorado em 6 de maio, de acordo com uma lei aprovada pelo Congresso Nacional no ano de 2004, no intuito de divulgar a ciência como uma importante ferramenta de trabalho humano.

Nesse dia, os matemáticos ligados à área da educação devem promover dinâmicas, com o objetivo de divulgação da data comemorativa, bem como demonstrar que a Matemática é definitivamente importante na evolução da sociedade, visto que seu próprio crescimento ocorreu de acordo com o processo de modernização regido pelas ações humanas ao longo do tempo.


Professores, está em nossas mãos mobilizarmos nossos alunos a se interessarem por uma disciplina que está em todos os momentos do nosso dia-a-dia.


Viva a matemática!


Equipe da 9ª Coordenadoria Regional de Educação


Fonte: Brasil Escola

terça-feira, 17 de abril de 2012

Paulo Freire é Declarado o Patrono da Educação Brasileira





O educador e filósofo pernambucano Paulo Freire (1921-1997) passa a ser reconhecido como Patrono da Educação Brasileira. É o que estabelece a Lei nº 12.612, do dia 13 último. Freire dedicou grande parte de sua vida à alfabetização e à educação da população pobre.

Oriundo de uma família de classe média, Freire conviveu com a pobreza e a fome na infância, durante a depressão de 1929. A experiência o ajudou a pensar nos pobres e o levou, mais tarde, a elaborar seu revolucionário método de ensino. Em 1943, chegou à Faculdade de Direito da Universidade de Recife, hoje Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Durante o curso, teve contato com conteúdos de filosofia da educação. Ao optar por lecionar língua portuguesa, deixou de lado a profissão de advogado. Em 1946, assumiu a direção do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social de Pernambuco, onde passou a trabalhar com pobres analfabetos.

Em 1961, como diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade de Recife, montou uma equipe para alfabetizar 300 cortadores de cana em 45 dias. As experiências bem-sucedidas com alfabetização foram reconhecidas em 1964 pelo governo de João Goulart, que aprovou a multiplicação das experiências no Plano Nacional de Alfabetização. No entanto, poucos meses após a implantação, o plano foi vetado pelos militares, que assumiram o governo. Freire foi preso e expulso do país. Em 16 anos de exílio, passou por Chile, Suíça, Estados Unidos e Inglaterra e difundiu sua metodologia de ensino em países africanos de colonização portuguesa, como Guiné-Bissau e Cabo Verde.

Em sua obra mais conhecida, A Pedagogia do Oprimido, o educador propõe um novo modelo de ensino, com uma dinâmica menos vertical entre professores e alunos e a sociedade na qual se inserem. O livro foi traduzido em mais de 40 idiomas.

Para saber mais acesse: Portal MEC