quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Estudo Analisa Interação de Crianças e Jovens Brasileiros com Mídias Digitais

Pesquisa 'Gerações Interativas' foi realizada pela Fundação Telefônica em parceria com Ibope e Escola do Futuro, da USP

Cristiane Nascimento, Especial para o Estadão.edu

As crianças e jovens brasileiros estão cada vez mais conectadas às telas e tecnologias digitais: 75% dos adolescentes entre 10 e 18 anos afirmam navegar na internet, enquanto entre as crianças de 6 a 9 anos esse índice é de 47%. Os dados fazem parte da pesquisa Gerações Interativas Brasil – Crianças e Jovens Diante das Telas, que foi apresentada nesta quarta-feira, 28, pela Fundação Telefônica Vivo no Auditório do Masp, na região central de São Paulo.
 - Reprodução
Reprodução
Em parceria com o Fórum Gerações Interativas, o Ibope e a Escola do Futuro da USP, a fundação pesquisou o comportamento da geração de nativos digitais brasileiros diante de quatro telas: TV, celular, internet e videogames. A coleta de dados ocorreu entre 2010 e 2011 junto a 18 mil crianças e jovens, com idades entre 6 e 18 anos. O Ibope ajustou a amostragem, baseado no Censo Escolar de 2007, e o conjunto válido de respondentes foi de 1.948 crianças e 2.271 jovens, pertencentes a um universo que abrange alunos de escolas do ensino público e privado, nas zonas urbana e rural de todas as regiões do País.
Esta é a segunda etapa de uma pesquisa iniciada em 2005. Na ocasião, o Brasil foi analisado dentro do contexto da região ibero-americana.“Desta vez, decidimos fazer um retrato exclusivo do País, para obtermos um panorama abrangente e crítico a respeito do contexto e das perspectivas das telas digitais no Brasil”, explica Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica Vivo.
Principais resultados
Do total dos pesquisados, 51% das crianças, de 6 a 9 anos, e 60% dos jovens e adolescentes, de 10 a 18 anos, declararam possuir computadores em casa, enquanto 38,8% das crianças e 74,7% dos jovens disseram ter celulares próprios. Já quanto à posse de games, 78,7% das crianças e 62,4% dos adolescentes entrevistados responderam positivamente. A TV é a tela predominante, com índices de penetração nos lares entre 94,5%, no caso das crianças, a até 96,3% para os jovens.
No entanto, diferenças socioeconômicas entre as regiões impactam na posse e no acesso às telas. A análise detalhada pelas macrorregiões geográficas do País evidenciou diferenças marcantes para os indicadores da inclusão digital dos jovens brasileiros. Observou-se que, enquanto a presença de computadores domésticos atingiu 70,4% das crianças do Sudeste e 55,1% para as residentes no Sul, no Norte e Nordeste estes índices retrocedem para 23,6% e 21,2%, respectivamente.
Diferentemente do que se observa para a maioria dos adultos que com ela convivem, a geração interativa redefine o uso das telas pela sua integração, convergência e multifuncionalidade. Desta forma, a internet é usada para tarefas escolares, compartilhar músicas, vídeos, fotos, ver páginas na web, utilizar redes sociais, bater papo e usar e-mail.  
Políticas públicas
De acordo com Lygia Pupatto, secretária de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, atualmente 52% da população brasileira não têm acesso à internet. O cenário agrava-se ainda mais quando se observa a distribuição dessa acessibilidade. Enquanto 96% da classe A possuem acesso à internet, apenas 35% da C têm esse privilégio e 5% das D e E. Vale lembrar que as classes C, D e E, juntas, somam cerca de 80% da população. "A exclusão digital segue o mesma lógica da exclusão social", diz Lygia. "Essa desigualdade, por sua vez, é muito mais maléfica, pois gera novos padrões de exclusão social, principalmente no que diz respeito ao acesso à informação e, consequentemente, ao exercício da cidadania", afirma.
Segundo a secretária, o governo federal tem alguns projetos para garantir a acessibilidade uma maior porcentagem da população. Um deles trata da redução da carga tributária de smartphones, o que, por sua vez, interferiria diretamente no preço final do produto. Lygia também destacou a importância de uma articulação com os governos estaduais e municipais e também com a academia.
Convergência
O celular representa a tela de convergência por excelência. Pela ordem, a geração interativa utiliza o aparelho para: falar (90% dos jovens); mandar mensagens (40%); ouvir música ou rádio; jogar; como relógio/despertador; como calculadora; fazer fotos; gravar vídeos; ver fotos/vídeos; usar a agenda; baixar arquivos; assistir TV; bater papo; e navegar na internet. "O celular é a mídia convergente, a que pode ser tratada como ganhadora", diz Françoise Trapenard, da Fundação Telefônica Vivo. "Entre as mídias interativas, é a mais simples, extremamente intuitiva e que pode ser levada para qualquer lugar, em qualquer momento."
40% dos jovens afirmaram que nenhum professor usa a web em aula e apenas 11% aprenderam a navegar com um educador. Por outro lado, 64,2% dos respondentes disseram que aprenderam a usar a internet sozinhos. “Trata-se de uma geração nascida a partir do final da década de 1990, período em que no Brasil as TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação) já se encontravam profundamente instaladas e arraigadas na vida cotidiana das famílias e, em maior ou menor grau, também nas escolas”, observa Brasilina Passarelli, coordenadora científica da Escola do Futuro.
Segundo a professora, a interação que os nativos digitais têm com as novas mídias não deve ser encarada com estranhamento ou hesitação. "Esse jovens estão reconstruindo uma relação com o conhecimento", diz. "O conceito de leitura que conhecemos, por exemplo, não existe mais, ao menos para as novas gerações, que foram criadas pelo hipertexto, onde a lineariedade não faz mais sentido algum."
Na opinião dela, é um erro tentar formatar os jovens e crianças da geração Z ao mundo que estávamos acostumados até 10, 15 anos atrás. "Temos de ter coragem de ousar, caso contrário, seremos afogados pelo real", diz Brasilina, referindo-se à adoção de TICs na educação.
A pesquisa estará disponível para download no site da Fundação Telefônica (www.fundacaotelefonica.org.br), inclusive com versão para tablets. 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

MEC Vai Reeditar Conjunto de Obras de Grandes Educadores


Terça-feira, 04 de dezembro de 2012 - 16:17

Ao participar de evento no Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro, Mercadante propõe o resgate do espírito do manifesto assinado nos anos 30 por grandes educadores brasileiros (Foto: Gabriel Telles) O Ministério da Educação vai republicar um conjunto de obras de grandes educadores e pensadores brasileiros, entre eles, Paulo Freire, Cecília Meireles, Fernando Azevedo e Darcy Ribeiro. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 4, pelo ministro Aloizio Mercadante, durante o evento O Manifesto dos Pioneiros da Educação e sua Atualidade na Política Educacional no Brasil, em comemoração ao 80º Aniversário do Manifesto dos Pioneiros da Educação, no Palácio Tiradentes, Rio de Janeiro.

Organizado pelo Fórum de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro e pela Associação Brasileira de Educação (ABE), com o apoio do MEC, o objetivo do evento é revalidar, em uma carta-compromisso, os princípios registrados no documento do manifesto, assinado em 1932, e promover um novo acordo pela educação e pela inovação.

Em sua fala, Mercadante destacou a importância do cenário histórico em que o Manifesto dos Pioneiros esteve inserido. “O Manifesto dos Pioneiros nasceu em um momento histórico de grandes transformações no Brasil. Nos anos 20, a cultura já antecipava as mudanças que viriam. A Semana de Arte Moderna e o manifesto antropofágico colocavam na agenda nacional uma identidade própria da nossa cultura. Era uma ruptura muito importante”, relembrou o ministro.

Segundo ele, o projeto educacional proposto no documento da década de 30 está presente até hoje. Na época, 26 educadores, intelectuais e líderes da sociedade civil redigiram e lançaram o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Com diretrizes nítidas, o documento defendia – entre outras coisas – a reconstrução da educação nacional, atribuindo ao Estado papel central na condução das políticas públicas para o setor, além de propor uma escola única, com educação em tempo integral para todos e criação urgente de universidades gratuitas.

“Queremos buscar exatamente este espírito do manifesto, que é o debate da educação, como debate essencial para o país. O que nós queremos ser como sociedade? Como povo? Como nação? A educação tem papel decisivo e continua sendo nosso maior desafio histórico: ter uma educação universal, republicana, que dê oportunidades iguais para todos”, salientou o ministro da Educação.

Avanços – Mercadante também pontuou algumas atividades do MEC nos últimos anos, como avanços na educação infantil, a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o programa Ciência Sem Fronteiras e a criação das cotas. Ele abordou também o aumento de matrículas nas creches. Segundo ele, há 10 anos, somente 9% das crianças brasileiras de 0 a 3 anos estavam matriculadas em creches. Hoje, já são 23%. A meta é chegar a 50%, conforme recomendado internacionalmente.

“O maior desafio das creches é colocar as crianças pobres, especialmente aquelas abaixo da linha da pobreza. A criança que tem o estímulo pedagógico em casa, com pais letrados, ou na creche, ela fala em torno de 12 mil palavras. A criança que não tem fala 4 ou 5 mil palavras quando inicia o processo de alfabetização. A educação infantil é essencial para a alfabetização”, afirmou o ministro, que ainda reforçou a necessidade de alfabetizar as crianças até oito anos, como determina o recém-lançado Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.

Assessoria de Comunicação Social

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

9ª CRE no Prêmio SESI Educação 2012

A 9ª Coordenadoria Regional de Educação teve cinco Unidades Escolares premiadas no Prêmio SESI de Educação 2012 onde foram reconhecidas entre as escolas que obtiveram os melhores resultados apontados pela conjugação dos indicadores do
IFDM – Educação 2009 e IDEB 2011.



O Prêmio SESI Educação é uma iniciativa do Sistema FIRJAN, em parceria com o Canal Futura e o PNUD.

O Prêmio consolida os objetivos do tema Educação, apresentado no Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro, que propões a melhoria da qualidade da Educação Básica, imprescindível e urgente, para o favorecimento do desenvolvimento sustentável de todo o estado do Rio.

O objetivo é difundir as melhores práticas em gestão de educação através do reconhecimento e valorização das secretarias municipais de educação e gestores das escolas municipais, que obtiveram os melhores resultados apontados pela conjugação dos indicadores do IFDM-Educação 2009 e IDEB 2011.

O IFDM–Educação (Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal de Educação), criado em 2008, surgiu da necessidade de se monitorar periodicamente as potencialidades de desenvolvimento socioeconômico de uma região, considerando as diferentes realidades de sua menor divisão federativa: o município. É uma resposta à ação 97 do Mapa de Desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro, que propôs a criação de um índice para realizar este acompanhamento e planejar ações de valorização e estímulo da qualidade na educação para o desenvolvimento humano, econômico e social do estado.

Para o Prêmio SESI Educação, edição 2012, foi considerado o IFDM-Educação 2009 alcançados pelos municípios. As escolas foram avaliadas pelos resultados obtidos no Ensino Fundamental nos seguintes indicadores componentes do IFDM-Educação 2009: distorção idade-série e percentual de docentes com ensino superior.

O IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) foi criado em 2007 pelo Ministério da Educação, por meio do Instituto Nacional de Estudos e de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Seu objetivo é medir a qualidade da educação, por escola e por rede de ensino, numa escala única em todo o Brasil que varia de zero a dez. São considerados para o cálculo deste índice a taxa de rendimento escolar (aprovação e evasão) e o desempenho dos alunos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e na Prova Brasil. Assim, para o IDEB de uma escola ou rede crescer, é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e frequente a sala de aula.




A cerimônia de entrega do Prêmio ocorreu no dia 21 de novembro no Centro de Convenções Sul América na Cidade Nova com a presença do presidente do Sistema FIRJAN, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira dentre outras autoridades. As escolas da 9ª CRE contempladas com o Prêmio SESI Educação 2012 foram: E. M. Atenas, E. M. Augusto Vasconcelos, E. M. Fernando Costa, E. M. Iva Gomes e E. M. Raymundo Correa.






Nas fotos acima: Diretora Márcia de Barros Salgado e diretora adjunta Cristiane Pinto Norris;
Cláudia do Canto Wilkoszynski (analista de Projetos Especiais do SESI); Mara Lucia Santiago (representante da Secretaria Municipal de Educação de Mangaratiba).



E. M. Augusto Vasconcelos



 Diretora Claudia Valéria e equipe



Momentos como este renovam nossas esperanças e fortalecem nossa prática pedagógica... Este prêmio é dedicado a todos que direta ou indiretamente contribuíram para o sucesso da nossa escola, por este motivo viemos dizer: Parabéns a todos que fazem parte desta equipe... Parabéns aos profissionais que estão presentes todos os dias e que se dedicam para alcançarmos o nosso maior objetivo: oferecer Educação de Qualidade aos nossos alunos.
Parabéns aos pais que estimulam seus filhos e que reconhecem a nossa dedicação diária.
Parabéns aos nossos alunos que participam atentamente das atividades e que sabem o valor da aprendizagem para sua formação profissional e cidadã! Parabéns a todos (pais, alunos e profissionais) que estiveram conosco nesta linda caminhada e que muito contribuíram para o sucesso da nossa escola! Parabéns aos nossos familiares que também colaboram sendo compreensivos, participando e nos motivando a crescer em nossa vida profissional! Parabéns a 9ª CRE e a SME, pois sem a orientação e o apoio de vocês o nosso caminho seria muito mais difícil! Agradecemos o apoio e a dedicação de todos, os que estão presentes e os que já seguiram outros caminhos, porém deixaram sua eterna contribuição em nossa caminhada! Obrigada por vocês existirem em nossas vidas! Cada um teve a sua importância neste longo processo, que não começou agora, e sem estas pessoas, nossa História não seria este grande sucesso!

Equipe as E. M. Augusto Vasconcelos






Nas fotos acima: Diretora Maria Izabel recebendo o Prêmio SESI-Educação; Com a Coordenadora Pedagógica Viviane Madaleny; Grupo de gestores da 9ª CRE e alguns dos premiados no evento.


“Um agradecimento de nossa escola a toda equipe da E. M. Fernando Costa pelos avanços em nossa caminhada e pelo belíssimo trabalho que vem sendo realizado.”

Diretora Maria Izabel

"Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão."

Paulo Freire





Diretora Luciane recebendo o Prêmio SESI Educação 2012




E. M. Raymundo Corrêa


Diretora Rosiléa sa Silva recebendo o Prêmio



 "Foi um prêmio inesperado e muito significativo pois é o reconhecimento de um trabalho do esforço para se ter uma educação de qualidade ." A direção e toda a equipe agradecem o reconhecimento .

Rosiléa da Silva Chaves Calazans
Diretora 


Parabéns as escolas que receberam o Prêmio SESI Educação 2012 pelo excelente trabalho realizado que resultou nesta conquista!


Fonte: Portal Rioeduca.net

Normas Para o Atendimento de Crianças Portadoras de Deficiências nas Creches e Pré-escolas e outras Providências.



DELIBERAÇÃO E/CME Nº24, DE 03 DE DEZEMBRO DE 2012 Fixa normas para o atendimento de crianças portadoras de deficiências nas creches e pré-escolas, e dá outras providências.


O CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições legais e considerando:
·  as disposições da Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de1996;
· o Decreto Federal n° 7.611, de 01/11/2011, que propõe o acesso ao Sistema Regular de Ensino das pessoas com deficiência;
 . a Resolução n° 02, de 11/09/2001, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que estabelece as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica;
· o Decreto Municipal n.º 18.291, de 29/12/1999, que implanta o Sistema Municipal de Ensino na Cidade do Rio de Janeiro;
· o Documento MEC/SEESP, que dispõe sobre a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva;
· a Nota Técnica n° 62/2011/MEC/SECADI/DPEE, que orienta os Sistemas Municipais de Ensino sobre o cumprimento do Decreto n° 7.611, de 16/11/2011; e
· a política implantada pela Secretaria Municipal de Educação, por meio do Instituto Municipal Helena Antipoff; 
DELIBERA:
Art.1º A inclusão escolar na Educação Infantil é entendida pela garantia de matrícula e pela permanência, sem qualquer tipo de discriminação, de todas as crianças na faixa etária da Educação Infantil.
Art.2º As instituições devem prover o atendimento educacional especializado dos alunos, preferencialmente, nas turmas regulares.
Parágrafo Único É recomendável o atendimento a 5% (cinco por cento) do número total de alunos existentes no estabelecimento, não excedendo 2 (duas) crianças por grupamento, respeitando-se a mesma área de deficiência, ficando a critério da Direção da instituição a ampliação de cada um destes quantitativos.
Art.3º Os Projetos Político-Pedagógicos e os Regimentos Escolares dos estabelecimentos de ensino devem prever atividades, recursos e espaços que acolham todas as crianças de forma satisfatória, incluindo-se aquelas que apresentam deficiências, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação.
Parágrafo Único O Regimento Escolar é o instrumento que deve especificar, detalhadamente, a forma como se dará o atendimento educacional especializado.
Art.4° O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular.
Art.5º À instituição compete manter em seu Quadro Permanente, dentre os docentes, um profissional especializado em Educação Especial, como orientador das adequações do trabalho escolar às características do aluno com deficiência.
§1º Entende-se como profissional especializado aquele:
         I. formado em curso Normal com Estudos Adicionais em Educação Especial,ou;
   II. formado em Faculdade de Pedagogia, com habilitação em Educação Especial, ou;
         III. portador de certificado de pós-graduação stricto sensu ou lato sensu em Educação Especial ou Educação Inclusiva, ou;
         IV. que comprovar experiência de 10 (dez) anos em Educação Especial em estabelecimentos de ensino autorizados, ou;
      V. que comprovar experiência de 10 anos, com atualização em cursos de formação continuada em Educação Especial.
§ 2º A partir da publicação desta Deliberação, somente serão autorizados estabelecimentos que apresentem o profissional de que trata o caput.
§ 3º Os estabelecimentos de ensino já autorizados, que não possuam o profissional mencionado no caput, terão o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da data de publicação desta Deliberação, para se adequarem.
Art.6º A instituição deve prover os grupamentos com mobiliário, brinquedos e materiais pedagógicos apropriados às deficiências.
Art.7° A instituição e a família deverão atuar em harmonia no atendimento à criança, considerando seu bem estar físico e emocional.
§1º Compete à instituição:
            I. estabelecer o horário de permanência da criança e o atendimento pedagógico; e
     II. definir as estratégias no âmbito de sua competência, quando de posse das informações trazidas pela família.
§ 2º Compete à família:
             I. estabelecer o intercâmbio entre as informações oriundas dos profissionais que assistem a criança e a instituição; e
           II. prover os demais atendimentos complementares necessários ao seu pleno desenvolvimento.
Art.8° Será admitido monitor ou cuidador para auxiliar as crianças que necessitarem de apoio constante nas atividades de higiene, alimentação, locomoção, dentre outras, que exijam auxílio constante no cotidiano escolar.
Parágrafo Único Cabe ao estabelecimento de ensino definir, em seu Regimento Escolar, as responsabilidades pertinentes a este profissional, assim como a sua atuação, apresentando-as às famílias responsáveis, antecipadamente, ao ingresso do menor na instituição.
Art.9° A partir da publicação desta Deliberação, somente serão autorizados estabelecimentos que apresentem instalações físicas adequadas à Educação Especial, sem barreiras arquitetônicas em suas áreas internas e externas, levando em consideração as necessidades da faixa etária atendida.
Art.10 Os estabelecimentos de ensino já autorizados deverão remover as eventuais barreiras arquitetônicas mencionadas no artigo anterior no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da data de publicação desta Deliberação.
Art.11 Os estabelecimentos que desejarem funcionar como prestadores de serviços educacionais, voltados, exclusivamente, para deficientes na faixa etária da Educação Infantil, deverão ser autorizados nos mesmos moldes dos demais que atendem à referida faixa etária.
Art.12 Esta Deliberação entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, em especial a Deliberação nº 11/2004 deste Conselho.
CONCLUSÃO DO PLENÁRIO
 A presente Deliberação foi aprovada pelos presentes.
Ana Celeste Vasconcellos Reis Moraes
Ana Maria Gomes Cezar
Jurema Regina Araujo Rodrigues Holperin
Marcelo Pereira
Maria de Nazareth Machado de Barros Vasconcellos
Mariza de Almeida Moreira
Mariza Lomba Pinguelli Rosa
Regina Helena Diniz Bomeny
Rita Marisa Ribes Pereira
Roberto Guarda Martins
Sérgio Sodré Peçanha


PROCEDIMENTOS PARA O FINAL DO ANO LETIVO DE 2012





Assunto: PROCEDIMENTOS PARA O FINAL DO ANO LETIVO DE 2012

Sr(a). Coordenador(a) de E/SUBE/CRE
Sr(a). Assessor(a) de Integração da E/SUBE/CRE
Sr(a). Gerente da E/SUBE/CRE/GED
Sr(a). Diretor(a) de Unidade Escolar

            Apresentamos os procedimentos a serem adotados ao final deste ano letivo, de modo a minimizar, ao máximo, erros de lançamento de dados e garantir a fidedignidade dos resultados da avaliação escolar e a confiabilidade dos documentos (Histórico Escolar e Boletim Escolar) entregues aos responsáveis e alunos.
1. CONSELHOS DE CLASSE:

a) 4º COC: 30 de novembro a 04 de dezembro.
- Neste COC, lançam-se, normalmente, a frequência e as notas dos alunos, e define-se sua situação final, lembrando que é o CONCEITO GLOBAL que aponta a aprovação do aluno ou seu encaminhamento à 2ª época.
OBS.: O 3º Ano NCM (código 86) continuará em aula normal até o 5º COC quando serão lançados conceito, notas e frequência.
- A atribuição do CONCEITO GLOBAL está estabelecida na Resolução SME nº 1123, de 24 de janeiro de 2011, em seus artigos 2º e 3º e respectivos parágrafos, e na Deliberação E/CME nº 19, de 17 de março de 2009, em seus artigos 2º (parágrafo único) e 3º. (VerAnexo I ler item 3 desta Circular.)
ATENÇÃO: Este anexo deve ser entregue aos professores até o dia do 4º COC, devendo ser analisado no início do 2º momento deste COC.
- Será encaminhado à 2ª época todo aluno que receber Conceito Global I no 4º COCindependentemente de sua frequência; no caso do 6º ao 9º Ano, o aluno fará 2ª época apenas nas disciplinas em que ficar com média final inferior a 5,0. Não há limite de disciplinas para ir à 2ª época.
ATENÇÃO: A escola deve ter muito cuidado ao divulgar os resultados deste COC aos alunos, para que nenhum aluno seja prejudicado em seu direito à 2ª época.

SUGESTÕES:
Para diminuir a possibilidade de erros nos resultados deste COC, sugerimos que, conforme os professores entreguem suas médias do bimestre, estas já sejam lançadas no SCA/SGA, de forma que, emitindo-se o relatório próprio, já se tenham as médias dos alunos nas disciplinas no momento do 4º COC.
- As notas das provas bimestrais devem estar já inseridas no SCA, de forma a agilizar o fechamento do ano letivo no sistema.
- Realizar, sempre que possível, o COC no 1º dia previsto.
- Emitir o listão após o fechamento do 4º COC, para conferência.

b) 5º COC: 19 de dezembro.

- Neste COC, define-se a situação final dos alunos encaminhados à 2ª época: aprovação ou reprovação. Reafirmamos a importância de atenção aos critérios de atribuição desse conceito aos alunos.
- Neste COC, lançam-se: do 1º ao 5º Ano, a frequência, a média do professor na 2ª época e o Conceito Global; do 6º ao 9º Ano, a frequência, a média obtida na 2ª época na disciplina e o Conceito Global.
- Lembramos que, neste COC, se fecha a frequência de todos os alunos. Portanto, cuidado ao divulgar os resultados, pois poderá acontecer de um aluno, mesmo obtendo a média, ser retido por frequência.
- Ao divulgar os resultados finais, informar aos alunos e aos responsáveis do direito ao COC de RECURSOS, cujo prazo de solicitação vai até o dia 25 de janeiro de 2013.
- Fechado o 5º COC, inicia-se o processo de ENTURMAÇÃO dos alunos, ou seja, a indicação do ano de escolaridade ou projeto que cada um cursará em 2013. Este processo será quase todo automático, porém há algumas situações que deverão ser enturmadas manualmente (Ver, com atenção, o Quadro de Enturmação –Anexo II.).

SUGESTÕES:
- Tão logo os professores corrijam as provas da 2ª época, as notas devem ser inseridas no SCA/SGA.
- Divulgar aos responsáveis e alunos os resultados emitidos pelo SCA/SGA.
- Emitir listão da Situação Final, antes de fechar o 5º COC, para conferência.

2. LANÇAMENTO DOS PROJETOS ACELERAÇÃO 2, 2A E 3:

No 4º COC, serão lançadas, normalmente, as frequências das disciplinas Língua Estrangeira (2 tempos semanais), Educação Física (2 tempos semanais), CEST (1 tempo semanal), Matemática (10 tempos semanais), Ciências (5 tempos semanais) e Arte (5 tempos semanais). Serão lançadas notas apenas de Língua Estrangeira e de Educação Física, fechando-se as médias dessas disciplinas. Não haverá lançamento de Conceito Global no 4º COC.

No 5º COC serão lançadas as frequências das disciplinas Língua Estrangeira (2 tempos semanais), Educação Física (2 tempos semanais), CEST (1 tempo semanal), Matemática (10 tempos semanais), Ciências (5 tempos semanais) e Arte (5 tempos semanais), fazendo-se seu fechamento, e as notas de Matemática, Ciências e Arte. Poderá haver, devido ao NOA,alteração das notas de Português, História, Geografia, Língua Estrangeira e Educação Física. Haverá lançamento de Conceito Global, que definirá a aprovação ou não do aluno. Serão permitidas correções da frequência dos alunos. Fecha-se a situação final dos alunos destes projetos, neste COC.

OBS.: Estes projetos (Aceleração 2, 2A  e 3), assim como os demais projetos especiais (Realfabetização – todos – e Aceleração 1) têm aula normal até 18/12.
Para os projetos Realfabetização (todos) e Aceleração 1, no 4º COC, lança-se apenas sua frequência, mas não seu Conceito Global, e,no 5º COC, lançam-se sua frequência e seu conceito global,fechando-se sua situação final.
ATENÇÃO:
Todo documento (boletim, declarações, histórico escolar e certificados) deve ser emitido diretamente do SCA/SGA, evitando-se erros de situação final do aluno.
A escola, ao entrar em recesso, deverá ter concluído todo o processo de lançamento de dados do 4º e do 5º COCs, da enturmação e do remanejamento.
- IMPORTANTE: Tanto no SCA quanto no SGA, todos os COCs estarão abertos para correção de eventuais erros (frequência, notas e conceitos, inclusive da recuperação) percebidos ao final do ano letivo. Lembramos, porém, que qualquer alteração a ser feita nos COCs 1, 2 e 3 deve ser registrada em Ata, a ser feita no Livro de Atas dos COCs, a qual deve ser assinada pelos professores da turma, pelo Coordenador Pedagógico e pela Direção da UE.

3. ESCLARECIMENTOS SOBRE APROVAÇÃO/REPROVAÇÃO:
Aluno com Conceito I, independentemente do número de disciplinas em que obteve média anual inferior a 5,0, vai para a 2ª época, claro que apenas nessas disciplinas que tanto podem ser 3, 4 ou até 8. Ressaltamos a importância da discussão, no COC, sobre a atribuição do Conceito Global do 4º COC que é o Conceito Global final do ano letivo, para não haver situações complicadas, como, por exemplo: o aluno que obteve média inferior a 5,0 em apenas 1 disciplina ficar conceituado com I. Esta decisão tem de ser consciente e deve levar em consideração o crescimento desse aluno durante o ano e se ele não tem realmente condições de prosseguir seus estudos no Ano de escolaridade seguinte, apesar da média dessa disciplina.
Aluno conceituado com R no 4º COC está aprovado, independentemente da média das disciplinas e não faz 2ª época! O fato de o aluno ter média inferior a 5,0 numa ou até em mais disciplinas não impede a aprovação desse aluno. Há critérios para a atribuição do Conceito Global (ver Resolução SME nº 1123 e Deliberação CME nº 19) que deve ver o aluno em sua totalidade e não como se fosse composto por "gavetas" independentes entre si. Deve-se pesar bem cada situação, antes de definir a aprovação ou reprovação de um aluno. É um ano de vida e de estudo que está em jogo. Vejam este exemplo hipotético: um aluno obteve média inferior a 5 nas 8 disciplinas, sendo que sua menor média foi 4,7. Qual deve ser o resultado final: aprovado ou reprovado? É preciso pesar bem os critérios de atribuição do Conceito Global, verificando, principalmente, se esse aluno, por tudo o que demonstrou durante o ano letivo (e aqui o Registro sobre o Aluno é fundamental), tem ou não tem condições de prosseguir seus estudos no próximo Ano de escolaridade. Frisando: esta decisão que é coletiva tem de ser consciente e deve levar em consideração o crescimento desse aluno durante o ano. A pergunta básica neste momento é: o aluno demonstrou potencialidades para prosseguir seus estudos no Ano de escolaridade seguinte, apesar da média dessa(s) disciplina(s)?

4. ENVIO DOS ARQUIVOS DOS COCS FINAIS: 21 de dezembro.
Para a organização dos sistemas SCA e SGA em 2013, é importante ter à mão a Portaria E/SUBE/CED nº 10, de 09 de outubro de 2012.

5. SOLICITAÇÃO:
            Solicitamos ciência desta Circular a toda a comunidade escolar


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Mostra de Trabalhos das Oficinas - 2º Semestre 2012


Prefeitura do Rio realiza a ExpoPEJA e incentiva jovens e adultos a estudar




Evento reúne anualmente milhares de estudantes da rede municipal para atividades artísticas e culturais

30/11/2012 » Autor: Flávia David / Fotos: Eliane Carvalho e Mariza Almeida

Foto: Mariza AlmeidaPromover a integração entre seus alunos, das mais variadas idades, e incentivá-los continuar estudando. Estes são os principais objetivos do Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA), que anualmente, sempre no mês de novembro, realiza o evento “ExpoPEJA”, que reúne milhares de alunos e profissionais de Educação.

Durante todo o dia de hoje, dia 30, cerca de 1.500 estudantes irão se revezar no palco montado na área externa do Centro Administrativo São Sebastião (sede da prefeitura) com apresentações de dança, música e poesia. Além disso, os visitantes poderão prestigiar os trabalhos dos alunos nos estandes montados pelas dez CRE’s (Coordenadorias Regionais de Educação) e por representantes do Centro Municipal de Jovens e Adultos (CREJA) e do ProJovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens).

O ExpoPEJA foi aberto na manhã de hoje pela Orquestra de Vozes Meninos do Rio, considerado o maior coral escolar do Rio de Janeiro, formado por alunos da rede municipal de ensino. O grupo interpretou sucessos da música brasileira e canções de Natal. Em seguida, os estudantes Auta Maria Roque Giglio, de 83 anos, e Adailton Carvalho da Silva, de 20, vencedores do projeto “100 anos Luiz Gonzaga”, encantaram o público lendo versos de literatura de cordel.

Foto: Eliane CarvalhoAluna da Escola Municipal Frederico Trotta, na Barra da Tijuca, Auta Maria disse estar encantada com o evento:

- Estou adorando participar de um evento em que todos os alunos se integram. Gosto muito de cantar e dançar, e de escrever poesias também - disse a animada senhora, ao lado de Adailton, que também falou sobre a importância do PEJA em sua vida:

- Voltei a estudar agora, após um longo tempo parado. O programa é de grande importância para que as pessoas se motivem a estudar. E participar desse evento também é um grande incentivo - concluiu Adailton.

Vale ressaltar que, diante de um momento em que se discute a questão da sustentabilidade em todo o mundo, o material utilizado na montagem da estrutura do ExpoPEJA, bem como os trabalhos apresentados, são reciclados.


O PEJA:


Segundo a gerente de Educação de Jovens e Adultos, Flora Prata, o PEJA atende hoje a cerca de 35 mil alunos com, no mínimo, 15 anos completos, e não há limite de idade. O programa é voltado aos interessados em completar os estudos referentes ao Ensino Fundamental.

Para enfrentar o desafio de escolarizar jovens socialmente excluídos, a Secretaria Municipal de Educação vem construindo, em parceria com seus professores, ações voltadas para a fortificação de uma política de educação de jovens e adultos pautada nos eixos de aumento de escolaridade, educação permanente e inclusão no mundo do trabalho, aspectos fundamentais para o exercício pleno da cidadania. 

Fonte: Portal da Prefeitura

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência


dia internacional das pessoas com deficiência (3 de dezembro) é uma data comemorativa internacional promovida pelas Nações Unidas desde 1998, com o objetivo de promover uma maior compreensão dos assuntos concernentes à deficiência e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem estar das pessoas. Procura também aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspecto da vida política, social, econômica e cultural. A cada ano o tema deste dia é baseado no objetivo do exercício pleno dos direitos humanos e da participação na sociedade, estabelecido pelo Programa Mundial de Ação a respeito das pessoas com deficiência, adotado pela Assembleia Geral da ONU em 1982.



Assista a seguir a entrevista com a advogada Claudia Grabois na Globo News e fique por dentro dos direitos dos alunos com deficiência nas redes de educação do país.




Claudia Grabois é advogada e coordenadora do Fórum Nacional de Educação e da Rede Inclusiva





domingo, 2 de dezembro de 2012

Portal do Professor - A importância de ser um professor leitor


Antes de ensinar a ler é preciso tornar-se leitor

Professora lê para alunos sentados no chão. Autor:João Bittar


O professor entra na sala de aula, pergunta se os alunos leram o livro recomendado. Alguns dizem que sim, outros começam a inventar histórias enquanto os demais desconversam. Dia de prova. A professora permite consultar o livro, mas muitos alunos se saem mal porque não sabem nem em que página estaria a informação necessária para responder as questões. A cena não é agradável para um educador, mas é comum em muitas escolas brasileiras, sejam elas públicas ou particulares. Professores relatam suas experiências em blogs, páginas da internet e nas conversas no corredor do colégio e pedem auxílio a colegas e especialistas para driblar as dificuldades. Inventam artimanhas para prender a atenção dos alunos, mas esquecem que antes de ensinar a ler, é necessário tornarem-se leitores.
Na visão da pós-doutora em Linguística, Letras e Artes Marisa Lajolo, nem todo professor lê por prazer e existem ainda os que não têm acesso à leitura. “Tenho a impressão de que grande parte da formação inicial e continuada oferecida ao professor o encara mais como um ‘formador de leitores’ do que como uma pessoa que precisa ser formada como leitora”, avalia. Ela acredita que uma das melhores formas de trabalhar isso nos professores é buscar seu “histórico de leitura”. “O que leram , quando leram, do que gostaram, do que não gostaram, que experiências de leitura viveram quando eram crianças”, indica. Marisa afirma que aliar essa avaliação a discussões sólidas de questões de linguagem, de escrita e de leitura pode capacitá-los a trabalhar a leitura com seus alunos.
Doutora em Educação, Eleuza Rodrigues Maria Barboza acredita que a leitura e a escrita são a base para a aprendizagem das crianças e dos jovens. Para ela, todos os professores, independentemente da disciplina que lecionam, deveriam trabalhar com as habilidades da leitura e da escrita. “As dificuldades encontradas pelos professores vêm de uma formação que não priorizou o seu próprio desenvolvimento enquanto leitores e escritores proficientes. Saem das universidades e se deparam com uma diversidade imensa de alunos nas suas salas de aula e têm que aprender fazendo e, muitas vezes, sozinhos”, destaca.
Eleuza que agora atua como secretária de Educação de Juiz de Fora (MG), diz que toda atividade de incentivo à leitura é importante, tanto para alunos quanto para professores. Ela diz que Em Juiz de Fora, algumas escolas começaram a promover a leitura coletiva. Nela, todos os professores e alunos de uma escola trabalham com um livro de literatura previamente escolhido. “Dessa leitura derivam várias atividades que vão desde manifestações de expressão artística, representações teatrais, até atividades de outras áreas como história, geografia, matemática baseadas no livro que todos leram”, conta. Segundo ela, todos aprendem e todos acabam se desenvolvendo nas habilidades da leitura e da escrita.
Em seu trabalho no Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caesd) da Universidade Federal de Juiz de Fora, Eleuza observou que estudos de alguns estados mostraram que 30% dos alunos da 4ª série do ensino fundamental tinham desempenho muito baixo na leitura. Para reverter esse quadro, além de melhorar a formação dos professores, Eleuza aconselha a aliar recursos disponíveis, como a tecnologia à leitura para conseguir bons resultados. “Em uma escola em que o professor pode contar com o computador e a internet, o dinamismo das aulas cresce e o ambiente motivador abre um leque grande de possibilidade de trabalho com recursos que enriquecem tanto o professor quanto os alunos e ainda facilita a comunicação que se estabelece entre eles”, conclui.
Marisa Lajolo completa: “um professor, paradoxalmente, é um profissional que precisa ser conquistado para o exercício de suas tarefas”.
(Rafania Almeida)